O projeto “Novo protocolo de intervenção clínica à base de N,N-Dimetiltriptamina para o tratamento da depressão e seus efeitos no cérebro” venceu o Prêmio Finep na categoria Complexo Econômico-Industrial em Saúde. A pesquisa é coordenada pelo professor Dráulio Barros de Araújo, do Instituto do Cérebro da UFRN, e foi uma das laureadas em cerimônia nesta segunda (17), em Recife.
“Hoje, no Brasil, existem 4,5 milhões de pessoas com depressão resistente ao tratamento, que são os pacientes que a gente tem trabalhado. Eles têm 10% de chance de responder a qualquer coisa que a gente tenha no mercado. E no Brasil, no Nordeste, a gente chegou num ponto em que 85% desses pacientes respondem a esses protocolos. E não é só isso: nos nossos estudos, mais de 80% apresentam uma resposta anti-suicida. Há 20 anos a gente vem trabalhando e tentando levar isso ao mercado. E a gente vai conseguir, a gente é nordestino, a gente é resiliente”, discursou o professor Dráulio ao receber o prêmio.

O Prêmio Finep visa divulgar o estado da arte da Inovação brasileira fruto do apoio da Finep, além de evidenciar a importância desse fomento à CT&I para o desenvolvimento do país, o aumento da competitividade e o bem-estar da sociedade.
De três mil projetos nas modalidades reembolsável e não-reembolsável, contratados entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024, trezentos foram selecionados numa primeira etapa. Destes, 144 aceitaram o convite da Finep para disputar os prêmios regionais em nove categorias.

A UFRN ainda foi representada pelo projeto “Implantação do centro multiusuário de produção de vetores virais e sistemas de expressão para pesquisas biomédicas em nível de biossegurança 2”, coordenado pelo professor Tarciso Velho, também do Instituto do Cérebro, finalista na categoria Infraestrutura de P&D em ICTs.
