(07/11/2024)
Em cerimônia realizadano dia 6 de novembro de 2024 na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em Brasília, as pesquisadoras da UFRN Fernanda Palhano (Instituto do Cérebro) e Nicole Galvão (Centro de Biociências) receberam o Prêmio CAPES-Elsevier 2024. Elas foram as duas vencedoras da região Nordeste nas áreas Humanas e Médicas, respectivamente. O reconhecimento consagrou 15 pesquisadoras que se destacaram pela sua contribuição de impacto em diferentes áreas de conhecimento no período de 2019 a 2023. No total, foram 15 cientistas brasileiras premiadas, sendo uma em cada área do conhecimento (Exatas, Médicas e Humanas) das cinco regiões do país.

O prêmio foi entregue pelo Ministro da Educação, Camilo Santana, juntamente com a Presidente da CAPES, Denise Pires de Carvalho; o Diretor Regional da América Latina da Elsevier, Ezequiel Farré; e a Secretária Nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política do Ministério das Mulheres, Fátima Cleide. A cerimônia contou ainda com a apresentação do relatório sobre equidade de gênero na pesquisa produzido pela Elsevier – clique aqui para acessar – e um debate sobre as ações e políticas no âmbito da equidade de gênero no Brasil. O evento foi transmitido ao vivo e a gravação está disponível no canal da CAPES no YouTube.

“Estou profundamente honrada e feliz por receber esta premiação, que representa não apenas uma conquista pessoal, mas o esforço coletivo de um grupo de mais de 50 pessoas, que, há quase duas décadas, dedica-se incansavelmente a trazer inovação para os tratamentos em saúde mental. Esse reconhecimento também simboliza o compromisso renovado do governo federal com a valorização da mulher na ciência e na educação. Este momento serve de exemplo para jovens alunas e pesquisadoras, mostrando que, apesar dos desafios e das responsabilidades adicionais que muitas vezes assumimos no cuidado familiar, é possível alcançar nossos objetivos com determinação e perseverança”, contou a professora Nicole Galvão.

“Acredito que este prêmio reflete a relevância das pesquisas que nosso grupo tem desenvolvido ao longo dos últimos anos. É um reconhecimento importante na minha trajetória como pesquisadora e que me motiva a continuar fazendo pesquisas inovadoras, de qualidade e que tragam benefícios à sociedade. Iniciativas como esta fortalecem o papel das mulheres na ciência e contribuem para reduzir as desigualdades de gênero ainda muito presentes em nosso campo. Este prêmio representa não apenas uma conquista pessoal, mas também um avanço para a ciência no Nordeste e para a valorização das mulheres na pesquisa brasileira. Que ele seja uma das muitas oportunidades para ressaltar o impacto e a relevância da nossa produção científica”, comentou Fernanda Palhano.
A láurea é uma iniciativa da CAPES e da editora científica Elsevier, que realizam a sexta edição do prêmio. As vencedoras foram selecionadas a partir do indicador de citações ponderadas por disciplina, que mede o impacto de um trabalho em relação a outros do mesmo tipo (i.e.: artigos são comparados com artigos), da mesma disciplina e do mesmo ano de publicação, extraído da ferramenta de avaliação de produção científica e de métricas, SciVal, da Elsevier. Os dados foram exportados de acordo com a atualização do dia 25 de setembro deste ano. Além do indicador, foi analisado o número mínimo de cinco publicações na disciplina indicada nos últimos cinco anos (2019-2023).
De acordo com o último relatório sobre equidade de gênero na pesquisa, publicado pela Elsevier (Progress Toward Gender Equality in Research & Innovation – 2024), o Brasil é o terceiro país com maior participação feminina na pesquisa, atrás apenas da Argentina e de Portugal. O percentual de mulheres entre os autores de publicações científicas no país passou de 38%, para 49%, em 2022.
