Os polvos podem sonhar? Talvez sim

O TEMPO

Um polvo chamado Marshmallow descansa no fundo de seu tanque e muda de cor. De um pálido branco esverdeado para marrom e depois laranja, enquanto seus músculos balançam, as ventosas se contraem e os olhos fechados se movem. O momento foi capturado em imagens feitas por cientistas brasileiros, que publicaram esta semana um estudo na revista iScience, segundo qual o sofisticado cefalópode experimenta ao menos dois tipos de sono.

Um dos estados, que chamaram de “sono ativo”, é parecido com o sono REM (sigla em inglês para rápido movimento dos olhos) dos mamíferos, pássaros e alguns répteis, o que provoca a possibilidade intrigante de que, como os humanos, os polvos sonhem.

“Os polvos são únicos em termos de complexidade, tanto comportamental quanto neural”, declarou à AFP Sidarta Ribeiro, neurocientista do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Para Ribeiro, os polvos têm os cérebro mais complexos entre os invertebrados. “Mas eles são muito diferentes de nós”, explica.

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