“A ciência tem capacidade de multiplicar riqueza”, afirma Sidarta Ribeiro

Fonte: SBPC

Sidarta Ribeiro pesquisa o sono, os sonhos e a memória há décadas – muito antes, portanto, de o mundo se ver em pesadelo real pela pandemia da covid-19. O autor de O Oráculo da Noite – A História e a Ciência do Sonho, (Companhia das Letras) diz que o cérebro é uma “farmácia” e que pode e deve ser usado para ajudar a mente e o corpo a atravessarem um momento inédito no mundo como este. “Se a gente souber as práticas adequadas, somos capazes de encontrar equilíbrio sem precisar tomar remédio”, diz o neurocientista, nesta entrevista à repórter Cecília Ramos.

Diretor da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Sidarta fala sobre o subfinanciamento do setor no Brasil, alerta que muitos cientistas continuam indo embora do País e não crê que o cenário melhore pós-pandemia – embora se autodefina um “otimista apocalíptico”. “O setor privado está investindo e é bem-vindo, mas em todos os lugares do mundo quem investe em ciência é o governo”, diz o professor, apoiador do movimento Estamos Juntos.

Sidarta também adiantou à coluna Direto da Fonte seus próximos projetos – ele se prepara para relançar Limiar: uma década entre o cérebro e a mente, com mais textos, em agosto, e publica em breve novas pesquisas sobre o sono e memória pelo Instituto do Cérebro na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Veja principais trechos:

Como tem sido o diálogo com o governo federal?
Com muito esforço, estamos tentando convencer, não só o governo, mas o Congresso, de que é necessário urgentemente descontingenciar o FNDTC (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Está com 90% dos recursos bloqueados. Esses recursos podem ajudar a darmos resposta mais eficaz contra o coronavírus. Sou um otimista apocalíptico, mas na pandemia está difícil diante de um governo lesa Pátria, que nega a ciência.

Veja o texto na íntegra: O Estado de S. Paulo

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