Grupos de pesquisa

  • BioMe - Sandro Souza

    • O BioME é uma iniciativa de bioinformática criada em 2016 na UFRN, Natal - Brasil. No entanto, a história do BioME está diretamente ligada aos esforços da UFRN para recrutar líderes importantes com experiência no campo da bioinformática e treinamento de pessoal; no estabelecimento do Instituto Metrópole Digital (IMD) e seu modelo inovador, e na criação do Programa de Pós-Graduação em Bioinformática.

      Em 2011, o estabelecimento do Instituto do Cérebro e do IMD, motivou o recrutamento de líderes de grupos que atuam na interface do computador e das ciências da vida. Desde então, o IMD vem atuando na fronteira da pesquisa básica e da inovação, promovendo uma cultura de empreendedorismo, além de pesquisa e inovação tecnológica. Em 2012, o Prof. Sandro José de Souza, um dos pioneiros da área no Brasil e com histórico de sucesso na formação de recursos humanos em Bioinformática, foi recrutado pelo Instituto do Cérebro. Mais recentemente, outros quatro bioinformáticos foram recrutados pela UFRN. Esse grupo de recém-chegados se juntou a outros professores já estabelecidos na UFRN, que são expoentes em seus campos.

      A aprovação do projeto "Cancer Systemic Biology" (BSC) sob a chamada de Biologia Computacional da CAPES...

  • Desenvolvimento Neural e Ambiente - Eduardo Bouth Sequerra

    • Nosso grupo estuda como o sistema nervoso se forma. Nós estudamos fenômenos no níveis tecidual, celular e molecular que levam um grupo de células no embrião a se organizarem na complexidade do cérebro e medula espinal. Também nos interessa saber como influências ambientais podem alterar o produto final e gerar doenças.

  • Endocrinologia Comportamental - Maria Bernardete Cordeiro de Sousa

    • O Laboratório de Endocrinologia Comportamental da Universidade Federal do Rio Grande do Norte foi criado em 1996 com o intuito de estudar as interações entre hormônios e comportamento. Anteriormente o grupo estava envolvido em pesquisas relacionadas ao estudo das estratégias reprodutivas de sagui comum, (Callithrix jacchus), espécie de primata neotropical, nativo desta região geográfica do Brasil. Os estudos foram realizados com animais em vida livre e em cativeiro e encontrou diferenças sexuais na expressão comportamental, assim como na secreção de cortisol. Nós também caracterizamos alguns aspectos cronobiológicos do comportamento social em pares reprodutores e suas crias e a participação da prolactina no comportamento de cuidado parental. Atualmente, o Laboratório está envolvido com duas linhas principais de interesse relacionadas a interações entre hormônios e comportamento:

      (i) Em sagui comum, nós continuamos investigando aspectos das diferenças sexuais na resposta ao estresse com a perspectiva de abranger a utilização desse modelo experimental no estudo de desordens mentais, assim como a associação entre hormônios e cognição, com foco em assimetria cerebral.

      (ii) Em seres humanos, nós estamos investigando a interação entre hormônios e cognição e o perfil de marcadores biológicos (hormonais, imunológicos e/ou autonômicos) presentes em desordens mentais...

  • Laboratório de Audição e atividade neuronal - Emelie Katarina Svahn Leão


    • Áreas de interesse: Identificar perfis genéticos de neurônios do sistema auditivo (núcleo coclear, lemnisco lateral, colículo inferior, corpo geniculado medial e córtex auditivo); Modular a excitabilidade e controlar a atividade de grupos homogêneos de neurônios do sistema auditivo usando optogenética e quimiogenética; Suprimir a percepção de tinnitus em modelo comportamental (teste GPIAS).

      Metodologia: Animais transgênicos; Vetores virais; Potenciais evocados auditivos de tronco encefálico; GPIAS (gap pre-pulse inhibition of the acoustic startle reflex); Eletrofisiologia (Registro de unidades neuronais, Whole-cell patch clamp); Imuno-histoquímica; Microscopia confocal.

  • Neurobiologia Celular - Marcos Romualdo Costa

    • Nosso laboratório se dedica ao estudo dos mecanismos celulares e moleculares responsáveis pelo controle da proliferação e diferenciação dos progenitores neurais durante o desenvolvimento do córtex cerebral e na neurogênese adulta. Utilizando técnicas contemporâneas de biologia molecular, manipulamos a expressão gênica em progenitores neurais ou neurônios, o que nos permite avaliar o papel de diferentes proteínas e vias de sinalização na especificação neuronal e glial, assim como sobre a sobrevivência e diferenciação neuronal no cérebro em desenvolvimento e adulto após lesões traumáticas ou isquêmicas, como o infarto cerebral. Também utilizamos técnicas de transplante celular para estudarmos as origens de células-tronco no cérebro adulto e avaliar o efeito do ambiente sobre a diferenciação dos progenitores neurais. O efeito das manipulações gênicas e transplantes celulares descritos anteriormente é avaliado com o uso de diferentes técnicas, incluindo eletrofisiologia, estudos comportamentais e análises microscópicas. Entre estas, destaca-se a vídeo-microscopia em tempo intervalado, que permite o estudo de diversos fenômenos celulares em tempo real, tanto in vitro (microscopia de contraste de fase e fluorescência) quanto in situ (microscopia multifotônica).

  • Neurobiologia da visão - Kerstin Schmidt

    • Acreditava-se que neurônios situados no início do córtex visual fossem analizadores espacialmente restritos do mundo visual. Contudo, nos últimos anos, tem se tornado cada vez mais claro que a resposta de um único neurônio é criticamente influenciada pelo estímulo apresentado fora do campo receptivo clássico. Portanto, caracterizar a codificação de estímulos complexos em nível de um único neurônio tem se provado uma tarefa difícil. Utilizando técnicas de imageamento óptico e registros de multi-eletrodo, nós investigamos representações corticais em nível de população. A abrangente informação espacial obtida pela técnica de imageamento é complementada pela precisão temporal dos registros eletrofisiológicos feitos em regiões corticais de interesse identificadas previamente. De forma a investigar a contribuição de diferentes circuitos cortico-corticais para representações corticais nós aplicamos técnicas de desativação.

  • Neurodinâmica - Richardson Leão

    • O laboratório Neurodinâmica do Instituto do Cérebro da UFRN foi estabelecido recentemente e trabalha na decodificação padrões de atividade dos neurônios e compartimentos neuronais. Temos obtido sucesso no registro in vitro e in vivo de oscilações usando imagem de corantes sensíveis a voltagem com registros patch-clamp simultâneo. Além disso, estamos desenvolvendo a técnica de imagem de sensores de voltagem codificados geneticamente. Nossas técnicas ainda incluem a produção de vetores virais e animais geneticamente modificados.

  • Neurofisiologia computacional - Adriano Tort

    • Apesar de enormes avanços em nosso conhecimento sobre o cérebro, permanece em grande parte desconhecido exatamente como redes de células cerebrais dar origem a funções cognitivas, tais como aprendizagem, planejamento memória, raciocínio e tomada de decisão. Nosso laboratório é geralmente interessado em compreender os correlatos neurais de vários processos cognitivos através de técnicas computacionais para a análise e modelagem de sinais eletrofisiológicos. Uma primeira linha de pesquisa em nosso laboratório focaliza estudar oscilações cerebrais e as suas interações, um fenômeno conhecido como cross-frequência de acoplamento, o qual foi recentemente mostrado para desempenhar um papel no funcionamento cognitivo. Outras linhas de pesquisa em nosso laboratório incluem o desenvolvimento e aplicação de ferramentas computacionais para a identificação de conjuntos de células e sua dinâmica, ea elaboração de modelos computacionais para entender a consolidação da memória, re-consolidação e extinção.

  • Neurofisiologia do Comportamento - Diego Andrés Laplagne

    • Os sistemas nervosos evoluíram como mediadores de um laço sensório-motor, organizando respostas comportamentais apropriadas às condições ambientais lidas pelos sentidos. Uma meta fundamental da neurociência é portanto entender como os circuitos cerebrais funcionam para gerar a percepção e organizar o comportamento. Grandes avances foram feitos registrando atividade cerebral em modelos animais realizando tarefas sensório-motoras estruturadas e reproduzíveis. Esta aproximação permite ao experimentador realizar análises estatísticas de correlatos neurais sob condições controladas. Isto tem, porém, um custo, já que tanto os estímulos como os comportamentos são restritos e forçados fora das condições naturais sob as quais a função cerebral evoluiu. Técnicas modernas de registro e análise estão gerando uma nova onda de etologia, permitindo o estudo de comportamentos naturais em animais com liberdade de movimentação sob análise quantitativo detalhado.

      O nosso laboratório se propõe contribuir à compreensão do funcionamento do cérebro dos mamíferos mediante o desenvolvimento de novas aproximações para o estudo destes comportamentos junto com registros distribuídos de atividade neuronal.

      Nós estamos estudando desse jeito a comunicação vocal usando ratos como modelo animal. Os ratos produzem vocalizações num rango de frequências que vão desde o...

  • Neurogenética - Tarciso André Ferreira Velho

    • Meu laboratório está interessado em compreender as bases genética do aprendizado vocal. Nós nos concentramos no processo pelo qual aves canoras adquirem suas vocalizações, um processo análogo à aquisição da fala em humanos. Para resolver esta questão, nós desenvolvemos novas tecnologias para gerar pássaros transgênicos. Estes animais geneticamente modificados nos permitem investigar a contribuição de genes para a formação e funcionamento dos circuitos envolvidos no aprendizado e produção vocal. Além disso, nós também estudamos os mecanismos homeostáticos envolvidos na manutenção de memórias motoras estereotipadas. Para responder à estas e outras questões, usamos uma combinação de manipulações genéticas agudas e crônicas para perturbar a atividade de neurônios individuais ou regiões inteiras do cérebro, juntamente com imageamento de cálcio em animais se comportando livremente, e análises comportamentais detalhadas de sinais vocais.