Daniela Maria de Sousa Moura

Nosso laboratório se dedica ao estudo dos mecanismos celulares e moleculares responsáveis pelo controle da proliferação e diferenciação dos progenitores neurais durante o desenvolvimento do córtex cerebral e na neurogênese adulta. Utilizando técnicas contemporâneas de biologia molecular, manipulamos a expressão gênica em progenitores neurais ou neurônios, o que nos permite avaliar o papel de diferentes proteínas e vias de sinalização na especificação neuronal e glial, assim como sobre a sobrevivência e diferenciação neuronal no cérebro em desenvolvimento e adulto após lesões traumáticas ou isquêmicas, como o infarto cerebral. Também utilizamos técnicas de transplante celular para estudarmos as origens de células-tronco no cérebro adulto e avaliar o efeito do ambiente sobre a diferenciação dos progenitores neurais. O efeito das manipulações gênicas e transplantes celulares descritos anteriormente é avaliado com o uso de diferentes técnicas, incluindo eletrofisiologia, estudos comportamentais e análises microscópicas. Entre estas, destaca-se a vídeo-microscopia em tempo intervalado, que permite o estudo de diversos fenômenos celulares em tempo real, tanto in vitro (microscopia de contraste de fase e fluorescência) quanto in situ (microscopia multifotônica).

Este grupo de pesquisa está interessado em entender a ligação entre oscilações patológicas e epilepsia. Eles vêm estudando a reorganização anatômica e as mudanças na excitabilidade neuronal que ocorrem no sistema límbico após um ataque cerebral. Como o cérebro epiléptico apresenta grandes alterações na excitabilidade da rede, por que o cérebro epiléptico não se apega constantemente? Quais são as alterações celulares e de rede que dão origem a paroxismos epileptiformes? Em quais estruturas essas mudanças ocorrem? Com que facilidade é possível prever essas alterações? Uma vez que uma convulsão é detectada, como se pode abortar sua progressão antes da manifestação comportamental? Estas são algumas das questões gerais com as quais este grupo está atualmente envolvido. Seu principal objetivo é a melhoria da qualidade de vida das pessoas com epilepsia e desvendar os mecanismos relacionados à geração de crises, a fim de abrir novos espaços para tratamentos sintomatológicos (convulsões) e até mesmo para a cura das síndromes epilépticas.