Anaís Concepcion Marinho Andrade de Moura

"Graduanda em Medicina pela UnP, com início em 2018.1. Atualmente ocupa os cargos de diretora local de intercâmbios internacionais da IFMSA Brazil UnP, presidente e fundadora da liga acadêmica de neurociências da Universidade Potiguar e diretora de eventos do Centro Acadêmico de Medicina da UnP. Atuou como monitora na disciplina de Anatomia Humana Sistêmica na UFRN entre 2016-2017. Este laboratório investiga os mecanismos moleculares, celulares e psicológicos responsáveis pelo papel cognitivo do sono. Memórias explícitas, como por exemplo, memórias de lugares, coisas e eventos, envolvem duas diferentes porções cerebrais: enquanto o hipocampo age como um armazenador de curto-prazo, as memórias com o tempo migram completamente para o córtex cerebral. Investigando ratos através de registros neuronais de multi-eletrodos e hibridização in situ para genes imediatos relacionados à plasticidade, fez-se a descoberta de que memórias de objetos novos no hipocampo desaparecem em questão de minutos, mas persistem reverberando no córtex durante o sono por várias horas após o fim da exploração do objeto. Os resultados indicam que as duas fases do sono cooperam para promover a propagação de memórias desde seu ponto de entrada (hipocampo) até seu destino final (córtex). A fase sem sonhos do sono (sono de ondas lentas) reverbera e amplifica mudanças recentemente adquiridas em circuitos sinápticos selecionados. A fase onírica do sono (movimento rápido dos olhos, sono REM) dispara a expressão cortical de genes relacionados à estabilização e propagação da memória. Os resultados sugerem que experiências novas são seguidas por múltiplas ondas de plasticidade cortical enquanto os ciclos do sono se sucedem. Como consequência, as memórias tornam-se mais dependentes do córtex que do hipocampo à medida que o sono transcorre, migrando dos circuitos de entrada originais para redes corticais mais profundas. O objetivo atual deste laboratório é elucidar como as interações córtico-hipocampais e a plasticidade sináptica dependente de experiência durante o sono contribuem para a consolidação de memórias em roedores. Em paralelo, são utilizados eletroencefalografia, jogos de vídeo-game e relatos de sonhos para investigar o valor adaptativo dos sonhos em humanos. Uma segunda linha de pesquisa neste laboratório diz respeito à comunicação vocal e competência simbólica em animais não-humanos. O foco é o sagui (Callithrix jacchus), uma espécie bastante vocal de macaco do novo-mundo. Atualmente o laboratório dedica-se ao estudo etológico do repertório vocal do sagui, e também ao mapeamento, por meio da expressão de genes imediatos dependentes de cálcio, das áreas e vias cerebrais relacionadas à audição e produção das vocalizações."

Este laboratório investiga os mecanismos moleculares, celulares e psicológicos responsáveis pelo papel cognitivo do sono. Memórias explícitas, como por exemplo, memórias de lugares, coisas e eventos, envolvem duas diferentes porções cerebrais: enquanto o hipocampo age como um armazenador de curto-prazo, as memórias com o tempo migram completamente para o córtex cerebral. Investigando ratos através de registros neuronais de multi-eletrodos e hibridização in situ para genes imediatos relacionados à plasticidade, fez-se a descoberta de que memórias de objetos novos no hipocampo desaparecem em questão de minutos, mas persistem reverberando no córtex durante o sono por várias horas após o fim da exploração do objeto. Os resultados indicam que as duas fases do sono cooperam para promover a propagação de memórias desde seu ponto de entrada (hipocampo) até seu destino final (córtex). A fase sem sonhos do sono (sono de ondas lentas) reverbera e amplifica mudanças recentemente adquiridas em circuitos sinápticos selecionados. A fase onírica do sono (movimento rápido dos olhos, sono REM) dispara a expressão cortical de genes relacionados à estabilização e propagação da memória. Os resultados sugerem que experiências novas são seguidas por múltiplas ondas de plasticidade cortical enquanto os ciclos do sono se sucedem. Como consequência, as memórias tornam-se mais dependentes do córtex que do hipocampo à medida que o sono transcorre, migrando dos circuitos de entrada originais para redes corticais mais profundas. O objetivo atual deste laboratório é elucidar como as interações córtico-hipocampais e a plasticidade sináptica dependente de experiência durante o sono contribuem para a consolidação de memórias em roedores. Em paralelo, são utilizados eletroencefalografia, jogos de vídeo-game e relatos de sonhos para investigar o valor adaptativo dos sonhos em humanos.

Uma segunda linha de pesquisa neste laboratório diz respeito à comunicação vocal e competência simbólica em animais não-humanos. O foco é o sagui (Callithrix jacchus), uma espécie bastante vocal de macaco do novo-mundo. Atualmente o laboratório dedica-se ao estudo etológico do repertório vocal do sagui, e também ao mapeamento, por meio da expressão de genes imediatos dependentes de cálcio, das áreas e vias cerebrais relacionadas à audição e produção das vocalizações.