{"id":734,"date":"2018-09-13T11:17:10","date_gmt":"2018-09-13T14:17:10","guid":{"rendered":"http:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/?p=734"},"modified":"2018-10-04T11:22:24","modified_gmt":"2018-10-04T14:22:24","slug":"mais-uma-pesquisa-do-ice-ufrn-ganha-repercussao-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/2018\/09\/13\/mais-uma-pesquisa-do-ice-ufrn-ganha-repercussao-internacional\/","title":{"rendered":"Mais uma pesquisa do ICe-UFRN ganha repercuss\u00e3o internacional"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisa desenvolvida por cientistas ICe-UFRN e do Departamento de Neuroci\u00eancias da Universidade de Uppsala (Su\u00e9cia) que descobriu as \u201cc\u00e9lulas da coragem\u201d ganhou o mundo e foi destaque em diversas publica\u00e7\u00f5es especializadas no Brasil e exterior. Os peri\u00f3dicos reproduziram o release enviado, mas cada um deu o destaque \u00e0 sua maneira, valorizando as quest\u00f5es que considerou mais relevante.<\/p>\n<figure id=\"attachment_735\" aria-describedby=\"caption-attachment-735\" style=\"width: 614px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-735 size-full\" src=\"http:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/entry516.jpg\" alt=\"\" width=\"614\" height=\"458\" srcset=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/entry516.jpg 614w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/entry516-300x224.jpg 300w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/entry516-220x165.jpg 220w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/entry516-270x200.jpg 270w\" sizes=\"auto, (max-width: 614px) 100vw, 614px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-735\" class=\"wp-caption-text\">Adepto a esportes radicais, como o snowboard, o neurocientista Richardson Le\u00e3o, est\u00e1 entre aqueles que t\u00eam menos estresse em situa\u00e7\u00f5es de risco<\/figcaption><\/figure>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.usatoday.com\/videos\/news\/health\/2018\/09\/07\/%E2%80%98bravery-cells-found-brain-could-help-people-anxiety\/37742775\/\" target=\"_blank&quot;\"><b>US Today<\/b><\/a> disse que a pesquisa pode ajudar as pessoas com ansiedade. A plataforma <a href=\"https:\/\/sciencetrends.com\/bravery-cells-found-in-the-hippocampus\/\" target=\"_blank&quot;\"><b>Science Trends<\/b><\/a> refor\u00e7ou esta informa\u00e7\u00e3o, destacando que os resultados podem ser \u00fateis na busca de tratamentos vi\u00e1veis para pacientes com ansiedade cr\u00f4nica. A revista nova-iorquina <a href=\"https:\/\/www.newsweek.com\/scientists-discover-bravery-cells-brain-which-could-play-key-role-anxiety-1110533\" target=\"_blank&quot;\"><b>Newsweek<\/b><\/a> trouxe que o estudo oferece oportunidade de novo tratamento para pessoas com transtornos de ansiedade. Na R\u00fassia, a <a href=\"https:\/\/naked-science.ru\/article\/sci\/uchenye-nashli-kletki-hrabrosti-v\" target=\"_blank&quot;\"><b>Naked Science<\/b><\/a>, destacou que os neur\u00f4nios OLM no hipocampo s\u00e3o respons\u00e1veis pela nossa predisposi\u00e7\u00e3o ao risco.<\/p>\n<p>O artigo, publicado originalmente na <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-018-05907-w\" target=\"_blank&quot;\"><b>Nature Communications<\/b><\/a>, mostra que algumas c\u00e9lulas no hipocampo desempenham um papel fundamental no comportamento de risco e ansiedade. Segundo os autores Richardson Le\u00e3o, Sanja Mikulovic, Ernesto Restrepo, Klas Kullander, entre outros, a ansiedade e o comportamento de risco podem ser controlados pela manipula\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas oriens lacunosum-moleculare (OLM).<\/p>\n<p>Isso porque, as c\u00e9lulas OLM, quando estimuladas, produzem um ritmo cerebral que est\u00e1 presente quando os animais se sentem seguros em um ambiente amea\u00e7ador. Por exemplo, quando est\u00e3o se escondendo de um predador, mas est\u00e3o cientes de sua proximidade.<\/p>\n<p>Para os pesquisadores, encontrar um caminho que possa modular de maneira r\u00e1pida e robusta o comportamento de assumir riscos \u00e9 muito importante para o tratamento da ansiedade patol\u00f3gica j\u00e1 que o comportamento de risco reduzindo \u00e9 uma caracter\u00edstica comum em pessoas com alto n\u00edvel de ansiedade.<\/p>\n<p>A ansiedade adaptativa (ou normal) \u00e9 essencial para a vida di\u00e1ria, pois pode nos proteger de danos. No entanto, em um grande n\u00famero de pessoas, ela pode ser disfuncional e interferir gravemente em sua rotina. Nesses casos, os m\u00e9dicos geralmente dependem de antidepressivos para levantar pacientes desse estado. O problema \u00e9 que essas drogas atuam no c\u00e9rebro como um todo e podem ter efeitos colaterais graves.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, outro achado interessante do novo estudo \u00e9 que as c\u00e9lulas OLM tamb\u00e9m podem ser controladas por agentes farmacol\u00f3gicos. Para pesquisadores a possibilidade de atuar em uma \u00fanica regi\u00e3o do c\u00e9rebro, manipulando um grupo muito espec\u00edfico de c\u00e9lulas para controlar a ansiedade pode ser um grande avan\u00e7o no tratamento da ansiedade e de dist\u00farbios associados, como a depress\u00e3o.<\/p>\n<p>A descoberta do papel desses neur\u00f4nios na ansiedade e no risco e a capacidade de control\u00e1-los farmacologicamente podem abrir caminho para o desenvolvimento de ansiol\u00edticos e antidepressivos altamente eficientes para uso humano, sem os efeitos colaterais usuais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa desenvolvida por cientistas ICe-UFRN e do Departamento de Neuroci\u00eancias da Universidade de Uppsala (Su\u00e9cia) que descobriu as \u201cc\u00e9lulas da coragem\u201d ganhou o mundo e foi destaque em diversas publica\u00e7\u00f5es especializadas no Brasil e exterior. 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