{"id":713,"date":"2018-07-27T10:51:59","date_gmt":"2018-07-27T13:51:59","guid":{"rendered":"http:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/?p=713"},"modified":"2019-12-23T10:07:09","modified_gmt":"2019-12-23T13:07:09","slug":"nova-pesquisa-detecta-celulas-cerebrais-que-melhoram-a-aprendizagem-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/2018\/07\/27\/nova-pesquisa-detecta-celulas-cerebrais-que-melhoram-a-aprendizagem-2\/","title":{"rendered":"Nova pesquisa detecta c\u00e9lulas cerebrais que melhoram a aprendizagem"},"content":{"rendered":"<h5>Richardson Le\u00e3o, professor do Instituto do C\u00e9rebro da UFRN<\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pesquisadores do Instituto do C\u00e9rebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Ice-UFRN), em colabora\u00e7\u00e3o com pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Su\u00e9cia, deram um passo importante na descoberta de neur\u00f4nios que desempenham papel crucial no processo de aprendizado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_704\" aria-describedby=\"caption-attachment-704\" style=\"width: 657px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-704 size-full\" src=\"http:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/entry502_1.jpg\" alt=\"\" width=\"657\" height=\"579\" srcset=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/entry502_1.jpg 657w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/entry502_1-300x264.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 657px) 100vw, 657px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-704\" class=\"wp-caption-text\">Optical Control of OLMa2 Cell Activity<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eles constataram que a inativa\u00e7\u00e3o de certos tipos de neur\u00f4nios do hipocampo facilita consideravelmente o aprendizado. Este trabalho tem enorme relev\u00e2ncia, pois permite compreender o funcionamento do processo de aprendizagem e pode, no futuro, impactar no tratamento da dem\u00eancia.<\/p>\n<p>No Brasil, o n\u00famero de pessoas com Alzheimer, por exemplo, dem\u00eancia mais comum e familiar, j\u00e1 atinge cerca de 1,2 milh\u00e3o de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), em pesquisa de 2016.<\/p>\n<p>\u00c9 comum que uma pessoa com este tipo de doen\u00e7a se esque\u00e7a de acontecimentos recentes, mas se lembre com clareza de coisas que aconteceram h\u00e1 muitos anos em sua vida. Ambos os casos implicam o uso de mem\u00f3ria epis\u00f3dica, o armazenamento do c\u00e9rebro de eventos nos quais estivemos pessoalmente envolvidos. Isso porque a dem\u00eancia prejudica a capacidade de formar novas mem\u00f3rias, especialmente de eventos desde o in\u00edcio da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Com o t\u00edtulo: <a href=\"https:\/\/www.cell.com\/neuron\/fulltext\/S0896-6273(18)30490-2\" target=\"_blank&quot;\" rel=\"noopener noreferrer\"> <b> OLMa2 Cells Bidirectionally Modulate Learning<\/b><\/a> (C\u00e9lulas OLMa2 modulam bidirecionalmente a aprendizagem) o trabalho, publicado na prestigiosa revista Neuron (uma das mais importantes na \u00e1rea de Neuroci\u00eancias), constatou que as c\u00e9lulas \u201cguardi\u00e3s do port\u00e3o da mem\u00f3ria\u201d ou, no jarg\u00e3o t\u00e9cnico, c\u00e9lulas OLM (Oriens-lacunosum moleculare), quando superativadas em experimentos com camundongos de laborat\u00f3rio, provocaram deterioriza\u00e7\u00e3o na mem\u00f3ria e nas fun\u00e7\u00f5es de aprendizagem dos animais. Quando inativadas, a fun\u00e7\u00e3o da nova forma\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria melhorou.<\/p>\n<p>O mesmo grupo de pesquisadores, formado pelos professores Richardson Le\u00e3o, Adriano Tort, o ex-doutorando Arthur Fran\u00e7a, todos do Ice-UFRN, e o professor Klas Kullander, da Uppsala, al\u00e9m de outros nomes, j\u00e1 tinha sido respons\u00e1vel, em 2012, pela descoberta da fun\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas OLM na mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>A nova pesquisa melhorou a compreens\u00e3o de como um \u00fanico componente nos circuitos de mem\u00f3ria pode afetar a sua forma\u00e7\u00e3o. \u201cPara n\u00f3s foi uma surpresa descobrir que podemos interferir diretamente no aprendizado atrav\u00e9s da manipula\u00e7\u00e3o dessas c\u00e9lulas. Nossa pesquisa poder\u00e1 ter um grande impacto em d\u00e9ficits de aprendizado se aprendermos a controlar farmacologicamente essas c\u00e9lulas\u201d, explica Richardson Le\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com Klas Kullander, inicialmente, o grupo esperava ser capazes de prejudicar o aprendizado, pois parecia prov\u00e1vel que o efeito do experimento no n\u00edvel celular perturbasse a fun\u00e7\u00e3o normal do sistema nervoso. No entanto, os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que o aprendizado e a mem\u00f3ria tamb\u00e9m poderiam ser melhorados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_707\" aria-describedby=\"caption-attachment-707\" style=\"width: 766px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-707 size-full\" src=\"http:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/entry502_3.jpg\" alt=\"\" width=\"766\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/entry502_3.jpg 766w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/entry502_3-300x167.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 766px) 100vw, 766px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-707\" class=\"wp-caption-text\">Klas Kullander, pesquisador da Universidade de Uppsala, Su\u00e9cia.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A descoberta abre um novo caminho para entender a perda de forma\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria na doen\u00e7a de Alzheimer e nas dem\u00eancias que prejudicam as mem\u00f3rias de curto prazo. Para aqueles que sofrem de sintomas de dem\u00eancia, perder fun\u00e7\u00f5es de mem\u00f3ria \u00e9 um grande problema di\u00e1rio. Infelizmente, n\u00e3o h\u00e1 tratamentos curativos ou medicamentos que possam impedir o desenvolvimento de doen\u00e7as demenciais.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo desta pesquisa ser\u00e1 investigar isso mais de perto em outros experimentos em modelos animais compar\u00e1veis a seres humanos. \u201cPrecisamos de mais conhecimento antes que experimentos possam ser feitos para estimular artificialmente as c\u00e9lulas OLM em humanos\u201d, completa Kullander.<\/p>\n<p><b>Veja a publica\u00e7\u00e3o na \u00edntegra:<\/b> <a href=\"https:\/\/www.cell.com\/neuron\/fulltext\/S0896-6273(18)30490-2\">https:\/\/www.cell.com\/neuron\/fulltext\/S0896-6273(18)30490-2<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Richardson Le\u00e3o, professor do Instituto do C\u00e9rebro da UFRN &nbsp; Pesquisadores do Instituto do C\u00e9rebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Ice-UFRN), em colabora\u00e7\u00e3o com pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Su\u00e9cia, deram um passo importante na descoberta de neur\u00f4nios que desempenham papel crucial no processo de aprendizado. &nbsp; &nbsp; Eles constataram que a inativa\u00e7\u00e3o de certos tipos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":705,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-713","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-do-ice"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/713","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=713"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/713\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1804,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/713\/revisions\/1804"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/705"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=713"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=713"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=713"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}