{"id":3140,"date":"2026-03-25T18:00:14","date_gmt":"2026-03-25T21:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/?p=3140"},"modified":"2026-03-25T18:00:14","modified_gmt":"2026-03-25T21:00:14","slug":"estudo-do-instituto-do-cerebro-revela-mapa-cerebral-de-sons-sociais-em-passaros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/2026\/03\/25\/estudo-do-instituto-do-cerebro-revela-mapa-cerebral-de-sons-sociais-em-passaros\/","title":{"rendered":"Estudo do Instituto do C\u00e9rebro revela \u201cmapa cerebral\u201d de sons sociais em p\u00e1ssaros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores do Instituto do C\u00e9rebro descobriram que o c\u00e9rebro de p\u00e1ssaros organiza sons complexos em um verdadeiro \u201cmapa\u201d interno, capaz de distinguir vocaliza\u00e7\u00f5es socialmente relevantes de outros tipos de est\u00edmulo. O estudo foi publicado no <em>Journal of Neuroscience<\/em> com o t\u00edtulo <a href=\"https:\/\/www.jneurosci.org\/content\/46\/10\/e0852252026.long\">\u201cAuditory Representation of Vocal Signals in a Pallial Cortical Circuit\u201d<\/a>. Trabalhando com f\u00eameas de mandarim diamante, os neurocientistas identificaram um padr\u00e3o espacialmente organizado de respostas neurais dentro do nidop\u00e1lio caudomedial (NCM), uma regi\u00e3o auditiva de alta ordem considerada funcionalmente an\u00e1loga a partes do c\u00f3rtex auditivo humano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Utilizando t\u00e9cnicas que permitem visualizar genes que s\u00e3o ativados quando os neur\u00f4nios respondem aos sons, a equipe identificou diferentes \u201cdom\u00ednios funcionais\u201d no NCM que respondem de maneira diferente ao canto da pr\u00f3pria esp\u00e9cie e a outros est\u00edmulos ac\u00fasticos. Esses resultados desafiam a vis\u00e3o tradicional de que a ativa\u00e7\u00e3o nessa \u00e1rea \u00e9 difusa e pouco organizada no espa\u00e7o. Na verdade, diferentes sub-regi\u00f5es do NCM parecem especializadas no processamento de caracter\u00edsticas espectrais e temporais espec\u00edficas dos sinais vocais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"724\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/08d76c4b6f2c4f95db903f5492c44a7eGRZ9ZGRcbHb3EXAa-0-724x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3143\" srcset=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/08d76c4b6f2c4f95db903f5492c44a7eGRZ9ZGRcbHb3EXAa-0-724x1024.png 724w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/08d76c4b6f2c4f95db903f5492c44a7eGRZ9ZGRcbHb3EXAa-0-212x300.png 212w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/08d76c4b6f2c4f95db903f5492c44a7eGRZ9ZGRcbHb3EXAa-0-768x1087.png 768w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/08d76c4b6f2c4f95db903f5492c44a7eGRZ9ZGRcbHb3EXAa-0-1085x1536.png 1085w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/08d76c4b6f2c4f95db903f5492c44a7eGRZ9ZGRcbHb3EXAa-0-1447x2048.png 1447w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/08d76c4b6f2c4f95db903f5492c44a7eGRZ9ZGRcbHb3EXAa-0-1000x1415.png 1000w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/08d76c4b6f2c4f95db903f5492c44a7eGRZ9ZGRcbHb3EXAa-0-230x325.png 230w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/08d76c4b6f2c4f95db903f5492c44a7eGRZ9ZGRcbHb3EXAa-0-350x495.png 350w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/08d76c4b6f2c4f95db903f5492c44a7eGRZ9ZGRcbHb3EXAa-0-480x679.png 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem ilustrativa dos p\u00e1ssaros estudados na pesquisa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao revelar uma esp\u00e9cie de \u201cmapa interno\u201d para o processamento de vocaliza\u00e7\u00f5es complexas, este trabalho oferece uma nova maneira de entender como circuitos corticais em aprendizes vocais, incluindo humanos, codificam e interpretam os sons que sustentam a comunica\u00e7\u00e3o social. \u201c\u00c9 como descobrir que o c\u00e9rebro tem um \u201cmapa\u201d interno para sons complexos e socialmente relevantes, diferentes de outros tipos de sons. Isso significa que, assim como em n\u00f3s humanos, existem partes do c\u00e9rebro das aves que t\u00eam uma resposta muito mais robusta aos sons da pr\u00f3pria esp\u00e9cie, algo parecido com a \u00e1rea ativada por vozes em n\u00f3s, humanos\u201d, explica o professor Tarciso Velho, primeiro autor do artigo e vice-diretor do Instituto do C\u00e9rebro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entender como o c\u00e9rebro processa e representa sinais vocais \u00e9 essencial para compreender a comunica\u00e7\u00e3o animal. Os p\u00e1ssaros canoros s\u00e3o um modelo ideal para esse tipo de investiga\u00e7\u00e3o devido ao seu rico comportamento vocal e \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o bem conhecida dos circuitos neurais envolvidos. Neste estudo, os pesquisadores mapearam como diferentes grupos de neur\u00f4nios, dentro dessa \u00e1rea auditiva, respondem a caracter\u00edsticas espec\u00edficas dos sons, como frequ\u00eancia e ritmo. Os resultados ampliam o entendimento sobre como o c\u00e9rebro organiza e interpreta sons complexos, revelando que essa representa\u00e7\u00e3o pode seguir uma l\u00f3gica espacial, um princ\u00edpio que pode ser compartilhado por diferentes esp\u00e9cies, incluindo os seres humanos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do Instituto do C\u00e9rebro descobriram que o c\u00e9rebro de p\u00e1ssaros organiza sons complexos em um verdadeiro \u201cmapa\u201d interno, capaz de distinguir vocaliza\u00e7\u00f5es socialmente relevantes de outros tipos de est\u00edmulo. O estudo foi publicado no Journal of Neuroscience com o t\u00edtulo \u201cAuditory Representation of Vocal Signals in a Pallial Cortical Circuit\u201d. Trabalhando com f\u00eameas de mandarim diamante, os neurocientistas identificaram [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-3140","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-do-ice"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3140","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3140"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3140\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3144,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3140\/revisions\/3144"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}