{"id":3137,"date":"2026-03-25T16:20:13","date_gmt":"2026-03-25T19:20:13","guid":{"rendered":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/?p=3137"},"modified":"2026-03-25T16:20:13","modified_gmt":"2026-03-25T19:20:13","slug":"pesquisadores-do-ice-publicam-artigo-sobre-sonhos-e-videogame-na-revista-scientific-reports","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/2026\/03\/25\/pesquisadores-do-ice-publicam-artigo-sobre-sonhos-e-videogame-na-revista-scientific-reports\/","title":{"rendered":"Pesquisadores do ICe publicam artigo sobre sonhos e videogame na revista Scientific Reports"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sonhos podem nos ajudar em situa\u00e7\u00f5es de vig\u00edlia? No artigo <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41598-026-42759-7\">\u201cDream content and slow waves benefit prey against predator in a video game confrontation\u201d<\/a> (Conte\u00fado on\u00edrico e ondas lentas beneficiam a presa contra o predador em um confronto de videogame), publicado no peri\u00f3dico Scientific Reports, do grupo Nature, pesquisadores do Instituto do C\u00e9rebro descobriram que os sonhos podem afetar comportamentos da vida cotidiana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para compreender o experimento, \u00e9 necess\u00e1rio entender que todas as esp\u00e9cies animais estudadas apresentam alguma forma de sono, um estado que evoluiu sob a influ\u00eancia constante dos comportamentos de presas e predadores. Hoje entende-se que os sonhos evolu\u00edram como simula\u00e7\u00f5es mentais capazes de alertar sobre amea\u00e7as pr\u00f3ximas do ambiente, como predadores. O estudo conduzido no ICe avaliou como os pap\u00e9is ecol\u00f3gicos de presa e predador interagem com o sono e os sonhos, utilizando um jogo de tiro em primeira pessoa como um indicador de confrontos entre predador e presa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"674\" src=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/41598_2026_42759_Fig1_HTML-1024x674.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-3138\" srcset=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/41598_2026_42759_Fig1_HTML-1024x674.webp 1024w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/41598_2026_42759_Fig1_HTML-300x197.webp 300w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/41598_2026_42759_Fig1_HTML-768x505.webp 768w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/41598_2026_42759_Fig1_HTML-1536x1010.webp 1536w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/41598_2026_42759_Fig1_HTML-1000x658.webp 1000w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/41598_2026_42759_Fig1_HTML-230x151.webp 230w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/41598_2026_42759_Fig1_HTML-350x230.webp 350w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/41598_2026_42759_Fig1_HTML-480x316.webp 480w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/41598_2026_42759_Fig1_HTML.webp 2016w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o do artigo explicando como o experimento foi realizado<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores realizaram um experimento onde sinais eletroencefalogr\u00e1ficos (EEG) e eletrocardiogr\u00e1ficos (ECG) foram registrados simultaneamente em 15 pares de adultos enquanto jogavam uma partida de videogame um contra o outro, tiravam um cochilo, relatavam sonhos e\/ou pensamentos e jogavam outra partida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta foi de que os participantes no papel de presa foram altamente afetados pelo sono e pelos sonhos. Seus ganhos de pontua\u00e7\u00e3o correlacionaram-se positivamente com a atividade de ondas lentas durante o cochilo, com o quanto os sonhos estavam relacionados ao jogo e com a varia\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia card\u00edaca durante a primeira partida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em contraste, nenhuma correla\u00e7\u00e3o significativa foi encontrada para os participantes no papel de predador. Os resultados sugerem que a atividade de ondas lentas e o conte\u00fado dos sonhos relacionados \u00e0 tarefa predizem o desempenho p\u00f3s-sono de indiv\u00edduos em situa\u00e7\u00f5es estressantes, de baixa autonomia e semelhantes a presas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs resultados encontrados apontam que o ganho de desempenho das presas na segunda partida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira, estava correlacionado com o quanto os seus sonhos estavam relacionados ao jogo. Esses achados apontam a import\u00e2ncia do sono e dos sonhos para a adapta\u00e7\u00e3o a situa\u00e7\u00f5es de desvantagem, como a de se sentir uma presa. \u00c9 nessas horas que precisamos enfatizar ainda mais a import\u00e2ncia do sono e dos sonhos, como ferramentas capazes de promover formas de encontrar novos caminhos para a resolu\u00e7\u00e3o de problemas\u201d explica Daniel Brand\u00e3o, pesquisador do ICe e primeiro autor do artigo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&#8220;Nossos achados dialogam com o conceito antropol\u00f3gico de perspectivismo, segundo o qual o antagonismo predador-presa rege a vida mental de humanos e outros animais em ambiente natural. O sonho \u00e9 um espa\u00e7o privilegiado onde as perspectivas ecol\u00f3gicas podem ser deslocadas ou mesmo invertidas. Nos sonhos, podemos experimentar momentaneamente o ponto de vista de presa ou predador, refor\u00e7ando a afirma\u00e7\u00e3o central do perspectivismo de que a personalidade e a ag\u00eancia s\u00e3o situacionais e relacionais, em vez de biologicamente determinadas&#8221;, comenta o professor Sidarta Ribeiro, orientador das pesquisas de doutorado de Daniel Brand\u00e3o e de Rafael Scott, que embasam o trabalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os sonhos podem nos ajudar em situa\u00e7\u00f5es de vig\u00edlia? 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