{"id":3018,"date":"2025-08-25T18:26:34","date_gmt":"2025-08-25T21:26:34","guid":{"rendered":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/?p=3018"},"modified":"2025-08-25T18:26:34","modified_gmt":"2025-08-25T21:26:34","slug":"pesquisadores-do-ice-sao-unicos-brasileiros-em-maior-banco-de-registros-neurofisiologicos-dos-sonhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/2025\/08\/25\/pesquisadores-do-ice-sao-unicos-brasileiros-em-maior-banco-de-registros-neurofisiologicos-dos-sonhos\/","title":{"rendered":"Pesquisadores do ICe s\u00e3o \u00fanicos brasileiros em maior banco de registros neurofisiol\u00f3gicos dos sonhos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A revista cient\u00edfica Nature Communications (fator de impacto = 15) publicou um artigo com o maior banco de dados neurofisiol\u00f3gicos dos&nbsp; sonhos. O trabalho \u201c<em>A dream EEG and mentation database<\/em>\u201d reuniu 53 autores de 37 institui\u00e7\u00f5es, localizadas em 13 pa\u00edses diferentes. Apenas quatro pesquisadores s\u00e3o brasileiros, todos do Instituto do C\u00e9rebro da UFRN: S\u00e9rgio Mota-Rolim, Fernanda Palhano-Fontes, K\u00e1tia Cristine Andrade e o professor Dr\u00e1ulio Ara\u00fajo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As pesquisas em neuroimagem dos sonhos s\u00e3o essenciais para investigar os processos neurocognitivos da consci\u00eancia durante o sono, mas s\u00e3o limitadas pelo n\u00famero de observa\u00e7\u00f5es que podem ser coletadas em cada experimento. S\u00e3o necess\u00e1rias mais pesquisas divulgando esses dados para entender melhor quando, como e por que sonhamos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os autores do artigo prop\u00f5em, ent\u00e3o, um banco de dados para padronizar os registros neurofisiol\u00f3gicos dos sonhos em um \u00fanico lugar, disponibilizando de forma gratuita para futuros estudos. At\u00e9 o momento, o banco de dados re\u00fane 2500 registros eletroencefalogr\u00e1ficos (EEG) do sono e do relato do sonho ap\u00f3s o despertar.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"765\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DREAM_rgb-765x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3019\" srcset=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DREAM_rgb-765x1024.jpg 765w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DREAM_rgb-224x300.jpg 224w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DREAM_rgb-768x1028.jpg 768w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DREAM_rgb-1148x1536.jpg 1148w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DREAM_rgb-1531x2048.jpg 1531w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DREAM_rgb-1000x1338.jpg 1000w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DREAM_rgb-230x308.jpg 230w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DREAM_rgb-350x468.jpg 350w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DREAM_rgb-480x642.jpg 480w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DREAM_rgb-scaled.jpg 1913w\" sizes=\"auto, (max-width: 765px) 100vw, 765px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: Ana Yael (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/anayaelz\/\">@anayaelz<\/a>) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos autores principais, o professor Nao Tsuchiya, comentou, em release da Universidade Monash (institui\u00e7\u00e3o que lidera a iniciativa), que cada experimento com sonho \u00e9 extremamente custoso e o compartilhamento de dados tem sido muito raro nessa \u00e1rea. &#8220;Compreender como, quando e por que os sonhos ocorrem pode ajudar a responder a uma das quest\u00f5es mais profundas da ci\u00eancia: como podemos detectar a consci\u00eancia quando as pessoas n\u00e3o conseguem se comunicar?&#8221;, explicou o professor Tsuchiya.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Responder a esta pergunta pode indicar o caminho para compreens\u00e3o n\u00e3o apenas do que acontece quando dormimos, mas quando estamos sob efeito de anestesia ou sofrendo de doen\u00e7as como a s\u00edndrome da vig\u00edlia sem resposta (anteriormente nomeado como estado vegetativo).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esse \u00e9 o maior banco do mundo, o que pode nos ajudar a responder algumas perguntas fundamentais, como: Por que \u00e0s vezes estamos conscientes e \u00e0s vezes inconscientes durante o sono? Por que algumas pessoas se lembram dos seus sonhos todos os dias, enquanto outras quase nunca? Por que \u00e9 t\u00e3o raro perceber que se est\u00e1 sonhando durante o sonho (sonho l\u00facido), e mais raro ainda conseguir controlar o conte\u00fado on\u00edrico?&#8221;, comentou S\u00e9rgio Mota-Rolim, um dos autores brasileiros e neurocientista do ICe .<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo \u00e9 apenas o come\u00e7o do projeto, que pretende padronizar a pesquisa sobre sonhos e expandir o banco de dados. Para ler o texto completo, acesse <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-025-61945-1 \">https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-025-61945-1 <\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revista cient\u00edfica Nature Communications (fator de impacto = 15) publicou um artigo com o maior banco de dados neurofisiol\u00f3gicos dos&nbsp; sonhos. 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