{"id":2802,"date":"2023-10-25T19:41:22","date_gmt":"2023-10-25T22:41:22","guid":{"rendered":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/?p=2802"},"modified":"2023-10-25T19:41:24","modified_gmt":"2023-10-25T22:41:24","slug":"estudo-em-camundongos-investiga-alteracoes-no-processamento-auditivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/2023\/10\/25\/estudo-em-camundongos-investiga-alteracoes-no-processamento-auditivo\/","title":{"rendered":"Estudo em camundongos investiga altera\u00e7\u00f5es no processamento auditivo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Por Barbara Ciralli com Katarina Le\u00e3o e La\u00edza Felix)<br><br><br>O zumbido, percep\u00e7\u00e3o sonora fantasma, afeta milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo e seus mecanismos ainda n\u00e3o est\u00e3o claros. Um estudo recente, publicado no Journal of Psychopharmacology por uma equipe de pesquisadores do ICe-UFRN, mostrou que camundongos expostos a ru\u00eddos apresentam mudan\u00e7as na forma como o c\u00e9rebro processa os sons.<br><br><br>Os pesquisadores investigaram se a exposi\u00e7\u00e3o ao ru\u00eddo &#8211; uma das causas do zumbido &#8211; pode afetar a capacidade do c\u00e9rebro de filtrar sons repetitivos, e se a cannabis e a nicotina podem ajudar nesse processo. Os resultados foram publicados no artigo &#8220;Alterations of auditory gating in mice with noise-induced tinnitus treated with nicotine and cannabis extract&#8221;, de Barbara Ciralli, Thawann Malfatti, Thiago Lima, Sergio Ruschi e da professora Katarina Le\u00e3o, al\u00e9m de Christopher Cederroth, do Karolinska Institutet, na Su\u00e9cia.<br><br><br>Primeiramente, foi investigado se h\u00e1 diferen\u00e7a no processamento auditivo relacionado ao fen\u00f3tipo (ou seja, a combina\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas e fatores ambientais) do zumbido. Em seguida, se \u00e9 poss\u00edvel corrigir as anormalidades encontradas com a nicotina, uma droga comumente conhecida por aumentar a aten\u00e7\u00e3o e melhorar a filtragem sensorial auditiva na psicose. Uma outra droga tamb\u00e9m foi testada, a cannabis, conhecida por diminuir a aten\u00e7\u00e3o, uma vez que ela tamb\u00e9m poderia reduzir a hiperatividade em algumas estruturas cerebrais relacionadas ao zumbido. <br><br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\" src=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Black-mouse-in-gloved-hands_1-1024x684.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2805\" srcset=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Black-mouse-in-gloved-hands_1-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Black-mouse-in-gloved-hands_1-300x200.jpg 300w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Black-mouse-in-gloved-hands_1-768x513.jpg 768w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Black-mouse-in-gloved-hands_1-920x614.jpg 920w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Black-mouse-in-gloved-hands_1-230x154.jpg 230w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Black-mouse-in-gloved-hands_1-350x234.jpg 350w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Black-mouse-in-gloved-hands_1-480x321.jpg 480w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Black-mouse-in-gloved-hands_1.jpg 1334w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Imagem: Understanding Animal Research<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><br>Assim, o efeito de cada uma das drogas foi testado separadamente ou em combina\u00e7\u00e3o. Os neurocientistas descobriram que os camundongos expostos a ru\u00eddo tinham dificuldade em processar esses sons, mas que, surpreendentemente, uma combina\u00e7\u00e3o de cannabis e nicotina melhorou essa capacidade. Al\u00e9m disso, eles tamb\u00e9m mostraram que os camundongos expostos a ru\u00eddo eram mais sens\u00edveis aos efeitos da cannabis no processamento auditivo. <br><br><br>De acordo com Barbara Ciralli, primeira autora do trabalho, &#8220;Nosso estudo contribui para uma melhor compreens\u00e3o do funcionamento do processamento auditivo e como modula\u00e7\u00f5es farmacol\u00f3gicas influenciam no processamento auditivo no zumbido&#8221;. A equipe espera que seus resultados abram caminho para mais pesquisas e desenvolvimento de tratamentos eficazes para o zumbido.<br><br><br>Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre este estudo, consulte o <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1177\/02698811231200879\" target=\"_blank\">artigo<\/a> completo publicado no Journal of Psychopharmacology.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Por Barbara Ciralli com Katarina Le\u00e3o e La\u00edza Felix) O zumbido, percep\u00e7\u00e3o sonora fantasma, afeta milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo e seus mecanismos ainda n\u00e3o est\u00e3o claros. Um estudo recente, publicado no Journal of Psychopharmacology por uma equipe de pesquisadores do ICe-UFRN, mostrou que camundongos expostos a ru\u00eddos apresentam mudan\u00e7as na forma como o c\u00e9rebro processa os sons. 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