{"id":2759,"date":"2023-07-07T14:29:16","date_gmt":"2023-07-07T17:29:16","guid":{"rendered":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/?p=2759"},"modified":"2023-07-07T14:29:16","modified_gmt":"2023-07-07T17:29:16","slug":"instituto-do-cerebro-participa-de-cirurgia-pioneira-no-tratamento-de-epilepsia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/2023\/07\/07\/instituto-do-cerebro-participa-de-cirurgia-pioneira-no-tratamento-de-epilepsia\/","title":{"rendered":"Instituto do C\u00e9rebro participa de cirurgia pioneira no tratamento de epilepsia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia 20 de junho de 2023, o neurocientista Prof. Dr. Sergio Neuenschwander, m\u00e9dico de forma\u00e7\u00e3o e professor do Instituto do C\u00e9rebro da UFRN, integrou a equipe do Prof. Dr. Osvaldo Vilela Filho, chefe do servi\u00e7o de Neurocirurgia do Hospital das Clinicas da Universidade Federal de Goi\u00e1s (HC-UFG\/Ebserh) e professor da Faculdade de Medicina da UFG, na segunda de uma s\u00e9rie de cirurgias, com car\u00e1ter experimental, voltadas para o tratamento da epilepsia focal. Essa foi a segunda vez que Osvaldo Vilela Filho lidera um time de especialistas na realiza\u00e7\u00e3o do procedimento, \u00fanico no mundo a abordar um n\u00facleo espec\u00edfico do t\u00e1lamo ligado \u00e0 Vis\u00e3o &#8211; o geniculado lateral &#8211; objeto de estudo de Sergio Neuenschwander h\u00e1 mais de 30 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa de Osvaldo Vilela Filho tem como objetivo tratar de uma categoria pouco comum de epilepsia e aborda um n\u00facleo tal\u00e1mico estudado do ponto de vista eletrofisil\u00f3gico somente em animais at\u00e9 ent\u00e3o. Nesta segunda cirurgia do tipo, Vilela Filho contou com pesquisadores que o ajudaram a aprimorar a t\u00e9cnica aplicada: al\u00e9m de Sergio Neuenschwander, os neurocientistas Prof. Dr. Pieter Roelfsema e Dr. Matthew Self, do Instituto para Neuroci\u00eancias dos Pa\u00edses Baixos (Netherlands Institute for Neuroscience), vieram ao Brasil apenas para participar desse estudo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, a epilepsia \u00e9 uma doen\u00e7a que afeta cerca de 50 milh\u00f5es de pessoas no mundo e que consiste em uma atividade el\u00e9trica anormal no c\u00e9rebro. \u201c\u00c9 como se ocorresse um \u2018curto-circuito\u2019 e isso disparasse para v\u00e1rias regi\u00f5es do c\u00e9rebro. E a\u00ed tem-se as manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas da epilepsia, que s\u00e3o as crises convulsivas\u201d, explica Vilela Filho.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas crises podem ser focais ou generalizadas. Quando esse \u201ccurto-circuito\u201d ocorre em um ponto espec\u00edfico do c\u00e9rebro, a crise \u00e9 focal. Quando ocorre nos dois hemisf\u00e9rios cerebrais &#8211;&nbsp; ou em alguma estrutura cerebral profunda, espalhando-se por todo o \u00f3rg\u00e3o &#8211; ela \u00e9 chamada de generalizada e, normalmente, \u00e9 acompanhada de perda da consci\u00eancia. As crises focais ainda se classificam em disperceptivas e perceptivas. Nas disperceptivas, ocorre comprometimento parcial da consci\u00eancia e a pessoa n\u00e3o consegue se lembrar do que aconteceu naquele momento &#8211; embora, para aqueles que est\u00e3o em volta, ela esteja acordada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cE as perceptivas s\u00e3o aquelas que ocorrem de forma muito localizada. Por exemplo: esse transtorno pode ocorrer numa \u00e1rea do c\u00e9rebro respons\u00e1vel pelo movimento. Ent\u00e3o, a pessoa tem abalos musculares, que podem ser muito localizados, como na face, na m\u00e3o, ou nos p\u00e9s. Ou pode ser na \u00e1rea do c\u00e9rebro respons\u00e1vel pela sensibilidade. Nesse caso, a pessoa tem formigamentos ou dorm\u00eancias nessas \u00e1reas espec\u00edficas do corpo tamb\u00e9m. Ou elas podem ocorrer, por exemplo, quando o foco \u00e9 na \u00e1rea da vis\u00e3o. A\u00ed a pessoa v\u00ea manchas num campo da vis\u00e3o, seja no campo esquerdo ou no campo direito. Essas s\u00e3o as crises focais visuais, como no caso do nosso paciente\u201d, detalha Vilela Filho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"600\" src=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4626-1024x600.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2760\" srcset=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4626-1024x600.jpeg 1024w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4626-300x176.jpeg 300w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4626-768x450.jpeg 768w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4626-1536x900.jpeg 1536w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4626-920x539.jpeg 920w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4626-230x135.jpeg 230w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4626-350x205.jpeg 350w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4626-480x281.jpeg 480w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4626.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Prof. Dr. Osvaldo Vilela Filho durante cirurgia realizada na UFG com participa\u00e7\u00e3o do Prof. Dr. Sergio Neuenschwander (foto:  Sergio Neuenschwander)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, para chegar at\u00e9 o paciente do estudo, precisamos voltar para o momento que levou Vilela Filho a levantar a hip\u00f3tese que viraria essa pesquisa. Em 2011, durante a cirurgia de um outro paciente, que sofria com crises focais motoras, Osvaldo Vilela Filho e sua equipe perceberam &#8211; enquanto avaliavam a regi\u00e3o de implanta\u00e7\u00e3o do eletrodo &#8211; que havia resposta numa estrutura ao redor, que era o n\u00facleo motor do t\u00e1lamo. A cirurgia foi interrompida e a equipe conversou com o paciente e seus pais, que permitiram implantar o eletrodo naquele local, que n\u00e3o estava previsto anteriormente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEsse paciente teve uma melhora de 88% das crises focais motoras. Foi baseado nesse caso que n\u00f3s imaginamos: bom, se o n\u00facleo motor do t\u00e1lamo, projeta-se para o c\u00f3rtex motor; n\u00f3s temos no t\u00e1lamo um n\u00facleo sensitivo, que projeta-se para o c\u00f3rtex sensitivo; n\u00f3s temos um n\u00facleo visual, que \u00e9 o geniculado lateral, que projeta para o c\u00f3rtex visual; n\u00f3s temos um n\u00facleo auditivo, que \u00e9 o geniculado medial, que projeta para a \u00e1rea auditiva. Ent\u00e3o, n\u00f3s imaginamos: deve ser poss\u00edvel implantar eletrodos nessa localiza\u00e7\u00e3o para coibir o foco epil\u00e9ptico em v\u00e1rias regi\u00f5es do c\u00f3rtex cerebral. Foi assim que nasceu a ideia\u201d, conta Vilela Filho. A primeira cirurgia da pesquisa foi realizada h\u00e1 dois anos e a paciente, que sofria de epilepsia focal visual, teve uma melhora de 97% na frequ\u00eancia das crises ap\u00f3s a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O procedimento realizado no dia 20 de junho durou 15 horas. A cirurgia \u00e9 realizada com o paciente acordado, sob anestesia local, e com uma \u00fanica abertura no cr\u00e2nio por meio da  qual chega-se ao ponto no t\u00e1lamo onde ser\u00e1 posicionado o eletrodo. Neuenschwander, Roelfsema e Self atuaram na localiza\u00e7\u00e3o desse ponto, atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de testes relacionados a percep\u00e7\u00e3o e a aten\u00e7\u00e3o visual. Ao mesmo tempo, foram realizados registros eletroencefalogr\u00e1ficos do c\u00f3rtex.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O eletrodo que foi inserido no c\u00e9rebro do paciente est\u00e1 ligado a um marcapasso, que ser\u00e1 acionado em breve. \u00c9 esse equipamento que vai gerar os pulsos para o c\u00e9rebro. Depois disso, ser\u00e3o realizados testes para definir a frequ\u00eancia de estimula\u00e7\u00e3o do eletrodo. Pode levar de dias a meses para se estabelecer os melhores par\u00e2metros de estimula\u00e7\u00e3o para o controle das crises.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A participa\u00e7\u00e3o do trio de neurocientistas trouxe uma contribui\u00e7\u00e3o de m\u00e3o dupla para o estudo. \u201cOs testes que foram empregados na cirurgia da paciente anterior n\u00e3o eram t\u00e3o sofisticados e n\u00e3o permitiam que identific\u00e1ssemos exatamente em qual localiza\u00e7\u00e3o do n\u00facleo geniculado lateral estava envolvida nas respostas obtidas durante a cirurgia\u201d, comenta Vilela Filho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"750\" src=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4628-1024x750.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2761\" srcset=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4628-1024x750.jpeg 1024w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4628-300x220.jpeg 300w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4628-768x563.jpeg 768w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4628-920x674.jpeg 920w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4628-230x168.jpeg 230w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4628-350x256.jpeg 350w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4628-480x352.jpeg 480w, https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_4628.jpeg 1365w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Acompanhamento eletroencefalogr\u00e1fico do paciente durante a cirurgia. A equipe \u00e9 pioneira no mundo na realiza\u00e7\u00e3o deste procedimento. (foto:  Sergio Neuenschwander)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cConhecemos muito o geniculado lateral, mas claro que esses estudos foram todos feitos em modelos experimentais, principalmente em duas esp\u00e9cies: o macaco e o gato, e, mais recentemente, o camundongo. Ent\u00e3o, esta foi uma oportunidade \u00fanica para se observar em um ser humano uma estrutura t\u00e3o importante, porque no macaco a gente conhece. N\u00e3o necessariamente o mundo dos nossos modelos experimentais em animais se generaliza para o ser humano, e outra coisa, a pessoa, porque est\u00e1 ali acordada, ela te informa sobre sensa\u00e7\u00f5es e a percep\u00e7\u00e3o. J\u00e1 o macaco s\u00e3o infer\u00eancias muito dif\u00edceis de se conseguir\u201d, explica Sergio Neuenschwander.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, para al\u00e9m do tratamento da epilepsia focal perceptiva, a t\u00e9cnica abre outras possibilidades de aplica\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 poss\u00edvel que possa atender a outras epilepsias, dependendo de mais estudos, porque, afinal, esses s\u00e3o dois casos. Mas, de qualquer maneira, o tratamento proposto \u00e9 muito inovador. \u00c9 algo in\u00e9dito. E tamb\u00e9m contribui para saber como a estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica do t\u00e1lamo, de forma geral, pode alterar a atividade basal ou mesmo comandada do c\u00f3rtex visual. Isso seria muito interessante de se aprender, porque essa n\u00e3o \u00e9 uma ativa\u00e7\u00e3o qualquer, \u00e9 uma ativa\u00e7\u00e3o repetida que pode levar a neuroplasticidade\u201d, comenta Sergio Neuenschwander.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vilela Filho mostra-se otimista com as perspectivas abertas pela t\u00e9cnica. \u201cO fato de n\u00f3s mostrarmos que o corpo geniculado lateral pode ser abordado de forma segura nos seres humanos abre o espa\u00e7o para uma coisa que o Sergio (Neuenschwander) est\u00e1 mais capacitado do que eu pra responder sobre o desenvolvimento de pr\u00f3teses visuais\u201d, conta. \u201cUma proposta, que inclusive \u00e9 defendida pelo Pieter (Roelfsema), \u00e9 de usar fosfenos (sensa\u00e7\u00f5es visuais brilhantes) para construir objetos visuais, ponto a ponto, como letras, que sejam minimamente relevantes para pessoas cegas. Voc\u00ea poderia ent\u00e3o construir uma vis\u00e3o m\u00ednima e \u00fatil para pessoas cegas baseada na estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica de baixa intensidade do c\u00f3rtex visual\u201d, explica Neuenschwander.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cirurgia realizada na UFG demonstra a import\u00e2ncia da pesquisa b\u00e1sica no desenvolvimento de novas terapias. Para Sergio Neuenschwander, como neurocientista, \u201cisso (a cirurgia) n\u00e3o \u00e9 uma coisa que a gente tenha ali toda hora porque ci\u00eancia b\u00e1sica nem sempre \u00e9 um conhecimento que leva a aplica\u00e7\u00f5es diretas, ali tudo parecia fazer sentido, mesmo que, mais uma vez, existam mais perguntas do que respostas em volta do problema e eu diria tamb\u00e9m, do tratamento\u201d. Como neurocirurgi\u00e3o &#8211; e tamb\u00e9m pesquisador -, Osvaldo Vilela Filho acredita que todas as pesquisas s\u00e3o importantes \u201cmas as chamadas de translacionais &#8211; em que aquilo que n\u00f3s observamos no animal, n\u00f3s conseguimos inferir para o ser humano &#8211; essas s\u00e3o as que eu acho mais importantes de todas, porque s\u00e3o as que t\u00eam aplicabilidade a um prazo bem menor do que aquelas outras puramente b\u00e1sicas, vamos dizer assim\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 20 de junho de 2023, o neurocientista Prof. Dr. Sergio Neuenschwander, m\u00e9dico de forma\u00e7\u00e3o e professor do Instituto do C\u00e9rebro da UFRN, integrou a equipe do Prof. Dr. Osvaldo Vilela Filho, chefe do servi\u00e7o de Neurocirurgia do Hospital das Clinicas da Universidade Federal de Goi\u00e1s (HC-UFG\/Ebserh) e professor da Faculdade de Medicina da UFG, na segunda de uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-2759","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-do-ice"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2759","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2759"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2759\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2762,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2759\/revisions\/2762"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2759"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2759"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2759"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}