{"id":2314,"date":"2021-01-08T10:03:20","date_gmt":"2021-01-08T13:03:20","guid":{"rendered":"http:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/?p=2314"},"modified":"2021-01-08T10:22:17","modified_gmt":"2021-01-08T13:22:17","slug":"pesquisa-desvenda-alteracoes-da-expressao-genica-em-cerebros-com-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/2021\/01\/08\/pesquisa-desvenda-alteracoes-da-expressao-genica-em-cerebros-com-alzheimer\/","title":{"rendered":"Pesquisa desvenda altera\u00e7\u00f5es da express\u00e3o g\u00eanica em c\u00e9rebros com Alzheimer"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Resumo esquem\u00e1tico da metodologia usada na pesquisaForma mais comum de dem\u00eancia, a doen\u00e7a de Alzheimer atinge cerca de 47 milh\u00f5es de pessoas no mundo, sendo mais de um milh\u00e3o s\u00f3 no Brasil. Nos \u00faltimos cinco anos, tr\u00eas grandes estudos utilizaram a t\u00e9cnica de sequenciamento de RNA (\u00c1cido ribonucleico) mensageiro para avaliar a express\u00e3o g\u00eanica no c\u00e9rebro de pessoas com e sem a doen\u00e7a. Pesquisadores do Instituto do C\u00e9rebro (ICe\/UFRN) utilizaram esses dados para uma avalia\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica das altera\u00e7\u00f5es de express\u00e3o g\u00eanica, levando em considera\u00e7\u00e3o as regi\u00f5es do c\u00e9rebro utilizadas para obter o material gen\u00e9tico, o est\u00e1gio da doen\u00e7a e os tipos celulares potencialmente afetados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados da pesquisa, <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41514-020-00052-5\">publicados em revista do grupo <em>Nature Aging and Mechanisms of Disease<\/em><\/a>, mostraram que as altera\u00e7\u00f5es g\u00eanicas s\u00e3o mais pronunciadas em regi\u00f5es do c\u00e9rebro afetadas nos estados precoces da doen\u00e7a, como o hipocampo e c\u00f3rtex entorrinal, envolvidos na forma\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias. O grupo, liderado pelo neurocientista <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/pesquisa\/grupos\/8?null\" target=\"_blank\">Marcos Romualdo Costa<\/a>, mostrou que h\u00e1 uma correla\u00e7\u00e3o positiva entre o est\u00e1gio da doen\u00e7a e a severidade das altera\u00e7\u00f5es de express\u00e3o g\u00eanica. Um grande n\u00famero destas altera\u00e7\u00f5es \u00e9 devido \u00e0s altera\u00e7\u00f5es de splicing alternativo do RNA, um mecanismo que permite gerar diferentes isoformas de um mesmo gene. \u201cNo futuro, iremos avaliar se o bloqueio destes mecanismos de splicing alternativo pode influenciar a progress\u00e3o da doen\u00e7a\u201d, explicou Marcos que \u00e9 chefe do Laborat\u00f3rio de Neurobiologia Celular do ICe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tr\u00eas diferenciais s\u00e3o importantes nesse trabalho. O primeiro \u00e9 que os cientistas compararam a express\u00e3o g\u00eanica em \u00e1reas do c\u00e9rebro com diferentes graus de patologia, o que permitiu identificar a enorme diferen\u00e7a entre regi\u00f5es do lobo temporal (hipocampo, c\u00f3rtex entorrinal) e do lobo frontal. O segundo \u00e9 que eles analisaram a express\u00e3o dos genes em n\u00edveis absolutos e a n\u00edvel de transcritos (diferentes isoformas), o que possibilitou identificar altera\u00e7\u00f5es em genes associados \u00e0 transmiss\u00e3o sin\u00e1ptica que foram negligenciados em estudos anteriores. Por fim, foi utilizada uma abordagem indireta para associar as altera\u00e7\u00f5es g\u00eanicas identificadas no tecido aos tipos celulares potencialmente afetados. \u201cIsso nos permitiu identificar que neur\u00f4nios inibit\u00f3rios e c\u00e9lulas microgliais s\u00e3o tipos celulares com o maior grau de altera\u00e7\u00f5es\u201d, refor\u00e7ou Marcos Costa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma limita\u00e7\u00e3o deste tipo de estudo \u00e9 que n\u00e3o foi poss\u00edvel, ainda, estabelecer rela\u00e7\u00f5es causais entre as altera\u00e7\u00f5es da express\u00e3o g\u00eanica encontradas e a patologia. \u00c9 poss\u00edvel que boa parte das altera\u00e7\u00f5es sejam consequ\u00eancia e n\u00e3o causa da patologia. De qualquer forma, a identifica\u00e7\u00e3o de uma correla\u00e7\u00e3o entre os dois fen\u00f4menos \u00e9 interessante e pode indicar novos caminhos terap\u00eauticos. \u201cNossos pr\u00f3ximos passos s\u00e3o utilizar as informa\u00e7\u00f5es obtidas neste trabalho para gerar hip\u00f3teses que podem ser testadas em modelos de organ\u00f3ides cerebrais humanos ou em modelos animais da doen\u00e7a de Alzheimer. Atualmente, estamos avaliando o efeito da redu\u00e7\u00e3o de express\u00e3o de dois genes identificados em nosso trabalho (BIN1 e PTK2B) em organ\u00f3ides cerebrais e nossos resultados iniciais indicam que estes genes controlam importantes aspectos da fisiologia neuronal\u201d, completou o pesquisador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo esquem\u00e1tico da metodologia usada na pesquisaForma mais comum de dem\u00eancia, a doen\u00e7a de Alzheimer atinge cerca de 47 milh\u00f5es de pessoas no mundo, sendo mais de um milh\u00e3o s\u00f3 no Brasil. Nos \u00faltimos cinco anos, tr\u00eas grandes estudos utilizaram a t\u00e9cnica de sequenciamento de RNA (\u00c1cido ribonucleico) mensageiro para avaliar a express\u00e3o g\u00eanica no c\u00e9rebro de pessoas com e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2313,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[254,3],"tags":[118,217,288,14,243],"class_list":["post-2314","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","category-noticias-do-ice","tag-alzheimer","tag-marcos-costa","tag-neurobiologia-celular","tag-pesquisa","tag-sala-de-ciencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2314","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2314"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2314\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2316,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2314\/revisions\/2316"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2313"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2314"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2314"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2314"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}