{"id":2306,"date":"2021-01-05T10:54:56","date_gmt":"2021-01-05T13:54:56","guid":{"rendered":"http:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/?p=2306"},"modified":"2021-01-05T10:57:35","modified_gmt":"2021-01-05T13:57:35","slug":"estudo-mostra-nova-possibilidade-de-modificar-memorias-traumaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/2021\/01\/05\/estudo-mostra-nova-possibilidade-de-modificar-memorias-traumaticas\/","title":{"rendered":"Estudo mostra nova possibilidade de modificar mem\u00f3rias traum\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o dos pesquisadores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O medo \u00e9 essencial para a sobreviv\u00eancia pois permite prevenir situa\u00e7\u00f5es potencialmente perigosas, por\u00e9m, alguns eventos amedrontadores geram mem\u00f3rias exacerbadas e persistentes que afetam negativamente a vida das pessoas, podendo conduzir ao desenvolvimento de fobias e dist\u00farbios de ansiedade como o estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A extin\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo que forma uma mem\u00f3ria inibit\u00f3ria que impede a express\u00e3o do medo aprendido sem elimin\u00e1-lo permanentemente. Assim, abordagens terap\u00eauticas baseadas na extin\u00e7\u00e3o s\u00e3o comumente usadas para tratar o estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico. No entanto, essas interven\u00e7\u00f5es nem sempre s\u00e3o efetivas e com a passagem do tempo a mem\u00f3ria do trauma volta a tomar conta do comportamento. Por esse motivo, a neuroci\u00eancia busca entender como mem\u00f3rias mal adaptativas podem ser recontextualizadas de forma duradoura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"http:\/\/learnmem.cshlp.org\/content\/28\/1\/1.abstract\">Novo estudo<\/a> mostra que uma prote\u00edna chamada mTOR (pelo seu nome em ingl\u00eas <em>mammalian target of rapamycin<\/em> ou alvo mecan\u00edstico da rapamicina), a qual regula o crescimento e a prolifera\u00e7\u00e3o celular atrav\u00e9s do controle da s\u00edntese de prote\u00ednas, \u00e9 capaz de modular a express\u00e3o do Fator Neurotr\u00f3fico Derivado do C\u00e9rebro (BDNF), prote\u00edna essencial para manter reprimidas as mem\u00f3rias aversivas. O trabalho, realizado em ratos, demonstra que a evoca\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria de extin\u00e7\u00e3o ativa a mTOR na regi\u00e3o CA1 do hipocampo dorsal, e comprova que a inibi\u00e7\u00e3o dessa prote\u00edna impede a persist\u00eancia da mem\u00f3ria de extin\u00e7\u00e3o, efeito este revertido pela administra\u00e7\u00e3o de BDNF recombinante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Andressa Radiske, primeira autora do artigo, os resultados sugerem que manipula\u00e7\u00f5es farmacol\u00f3gicas que modulam a sinaliza\u00e7\u00e3o da mTOR e do BDNF podem ser utilizadas como adjuvantes para melhorar a reelabora\u00e7\u00e3o psicoterap\u00eautica do trauma. O trabalho complementa resultados publicados previamente pelo grupo que tiveram grande repercuss\u00e3o na comunidade cient\u00edfica especializada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/wp.info.ufrn.br\/admin\/portal-ufrn\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/01\/F1.medium.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-43401\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Coordenado pelo professor Mart\u00edn Cammarota, a pesquisa foi desenvolvida no Laborat\u00f3rio de Pesquisa da Mem\u00f3ria do Instituto do C\u00e9rebro (ICe) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em colabora\u00e7\u00e3o com o Instituto de Neuroci\u00eancias Edmond e Lily Safra e o Departamento de Fisiologia da UFRN. Dada a sua relev\u00e2ncia, <a href=\"http:\/\/learnmem.cshlp.org\/content\/28\/1\/1.abstract\">o trabalho foi destacado na capa da edi\u00e7\u00e3o do m\u00eas de janeiro da revista <em>Learning &amp; Memory<\/em><\/a>. Al\u00e9m do professor Cammarota e de Radiske, assinam o artigo as pesquisadoras Maria Carolina Gonzalez e Diana N\u00f4ga e as professoras Janine Rossato e Lia Bevilaqua.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edi\u00e7\u00e3o dos pesquisadores O medo \u00e9 essencial para a sobreviv\u00eancia pois permite prevenir situa\u00e7\u00f5es potencialmente perigosas, por\u00e9m, alguns eventos amedrontadores geram mem\u00f3rias exacerbadas e persistentes que afetam negativamente a vida das pessoas, podendo conduzir ao desenvolvimento de fobias e dist\u00farbios de ansiedade como o estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico. 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