{"id":2291,"date":"2020-12-18T08:28:51","date_gmt":"2020-12-18T11:28:51","guid":{"rendered":"http:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/?p=2291"},"modified":"2020-12-18T15:29:09","modified_gmt":"2020-12-18T18:29:09","slug":"o-que-revelam-os-estudos-sobre-os-sonhos-na-quarentena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/2020\/12\/18\/o-que-revelam-os-estudos-sobre-os-sonhos-na-quarentena\/","title":{"rendered":"O que revelam os estudos sobre os sonhos na quarentena"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>AMANDA P\u00c9CHY &#8211; VEJA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A data: 21 de mar\u00e7o de 2020. \u201cEstou no meio de uma floresta. \u00c9 inverno, com neve acumulada no ch\u00e3o, mas o ar est\u00e1 quente. Sinto uma dor no ombro direito e vejo um enorme inseto parecido com um gafanhoto, que j\u00e1 roeu o tecido do meu su\u00e9ter e agora arranha minha pele. Depois, um verme branco e fino aparece em meu quadril. Seu toque \u00e9 como \u00e1cido. Algu\u00e9m diz que todos s\u00e3o imunes a esses seres, mas preciso sair daqui. Ao acordar, me dou conta da dor no quadril, onde o verme estava.\u201d Trata-se, claro, de um sonho \u2014 um dos 9 000 compilados no livro\u00a0<em>Pandemic Dreams<\/em>\u00a0(Sonhos da pandemia), de Deirdre Barrett, psic\u00f3loga da Universidade Harvard e coautora de um estudo pioneiro sobre o que os indiv\u00edduos sonham desde que a Covid-19 passou a fazer parte do cotidiano coletivo. Ao menos cinco outros projetos em diferentes fases de andamento, inclusive no Brasil, est\u00e3o analisando como a doen\u00e7a contaminou n\u00e3o s\u00f3 o corpo de 70 milh\u00f5es de pessoas, mas tamb\u00e9m o inconsciente dos seres humanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reviver no sono acontecimentos traum\u00e1ticos ajuda a controlar a mem\u00f3ria deles, promovendo uma esp\u00e9cie de aprendizado \u2014 mais ou menos como na digest\u00e3o, extraindo o que \u00e9 ben\u00e9fico e livrando-se das toxinas. Tamb\u00e9m os pesadelos t\u00eam sua fun\u00e7\u00e3o, treinando respostas para determinadas situa\u00e7\u00f5es. \u201cA quantidade de sonhos bizarros e assustadores durante a pandemia confirma essas premissas\u201d, diz Nat\u00e1lia Mota, pesquisadora do Instituto do C\u00e9rebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que desenvolve o estudo \u201cSonhando durante a pandemia de Covid-19\u201d. Por j\u00e1 compilar sonhos desde antes da crise, a pesquisa pode comparar as mudan\u00e7as no inconsciente dos indiv\u00edduos. \u201cOs temas da morte, seguran\u00e7a pessoal e perdas \u2014 do carro, do endere\u00e7o de casa, da mem\u00f3ria \u2014 aparecem de m\u00faltiplas formas\u201d, relata Nat\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/saude\/o-que-revelam-os-estudos-sobre-os-sonhos-na-quarentena\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">LEIA MAIS<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AMANDA P\u00c9CHY &#8211; VEJA A data: 21 de mar\u00e7o de 2020. \u201cEstou no meio de uma floresta. \u00c9 inverno, com neve acumulada no ch\u00e3o, mas o ar est\u00e1 quente. Sinto uma dor no ombro direito e vejo um enorme inseto parecido com um gafanhoto, que j\u00e1 roeu o tecido do meu su\u00e9ter e agora arranha minha pele. 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