{"id":2269,"date":"2020-12-04T12:53:00","date_gmt":"2020-12-04T15:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/?p=2269"},"modified":"2020-12-04T12:53:45","modified_gmt":"2020-12-04T15:53:45","slug":"ice-e-destaque-em-premio-de-iniciacao-cientifica-da-ufrn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/2020\/12\/04\/ice-e-destaque-em-premio-de-iniciacao-cientifica-da-ufrn\/","title":{"rendered":"ICe \u00e9 destaque em Pr\u00eamio de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica da UFRN"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudante Abra\u00e3o Lucas Pereira de Andrade, do Laborat\u00f3rio de Neurogen\u00e9tica do Instituto do C\u00e9rebro (ICe\/UFRN), foi um dos vencedores do Pr\u00eamio Destaque de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (eCICT) promovido pela Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa (Propesq\/UFRN), na categoria V\u00eddeo Destaque de Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica. O V\u00eddeo\u00a0<a href=\"https:\/\/youtu.be\/3yKGOmGrZfA\"><em>Os Efeitos da Exposi\u00e7\u00e3o Embrion\u00e1ria ao \u00c1cido Valpr\u00f3ico no Desenvolvimento de Vocaliza\u00e7\u00f5es e no Comportamento Social em Mandarim Diamante<\/em><\/a>\u00a0\u00e9 um dos projetos do Laborat\u00f3rio que visam a desenvolver um modelo de autismo em p\u00e1ssaros com o objetivo de estudar defeitos no desenvolvimento da fala comumente observados em pacientes. Al\u00e9m de Abra\u00e3o, tr\u00eas outros estudantes do ICe foram finalistas do pr\u00eamio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"http:\/\/<!-- wp:core-embed\/youtube {&quot;url&quot;:&quot;https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3yKGOmGrZfA?feature=oembed&quot;,&quot;type&quot;:&quot;rich&quot;,&quot;providerNameSlug&quot;:&quot;incorporar-manipulador&quot;,&quot;className&quot;:&quot;&quot;} --&gt; <figure class=&quot;wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador&quot;&gt;<div class=&quot;wp-block-embed__wrapper&quot;&gt; https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3yKGOmGrZfA?feature=oembed <\/div&gt;<\/figure&gt; <!-- \/wp:core-embed\/youtube --&gt;\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">VEJA V\u00cdDEO<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na proposta do V\u00eddeo, Abra\u00e3o e seu orientador, o neurocientista Tarciso Velho, descreveram um plano para gerar um modelo farmacol\u00f3gico do autismo, expondo embri\u00f5es do mandarin diamante, uma ave canora amplamente utilizada em laborat\u00f3rios, ao valproato (VPA). Essa manipula\u00e7\u00e3o abrir\u00e1 um novo caminho para investigar o papel do VPA na forma\u00e7\u00e3o e no funcionamento dos circuitos cerebrais envolvidos na comunica\u00e7\u00e3o vocal. Essa abordagem deve contribuir para uma melhor compreens\u00e3o de como a exposi\u00e7\u00e3o ao VPA durante o desenvolvimento resulta em defeitos de comunica\u00e7\u00e3o em pacientes com TEA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A comunica\u00e7\u00e3o verbal \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o-chave frequentemente afetada em v\u00e1rios dist\u00farbios neurol\u00f3gicos do desenvolvimento, incluindo o transtorno do espectro autista (TEA). Acredita-se que as defici\u00eancias de linguagem associadas a esses dist\u00farbios podem ser devido a perturba\u00e7\u00f5es na forma\u00e7\u00e3o das \u00e1reas cerebrais envolvidas na comunica\u00e7\u00e3o vocal. Nos \u00faltimos anos, v\u00e1rias abordagens gen\u00f4micas revelaram polimorfismos em uma s\u00e9rie de genes ligados ao TEA. No entanto, a abordagem experimental tradicional em modelos animais de um gene por vez est\u00e1 aqu\u00e9m de modelar adequadamente dist\u00farbios de amplo espectro e predominantemente multig\u00e9nica como o autismo. Al\u00e9m disso, roedores como camundongos e ratos, as esp\u00e9cies mais utilizadas, n\u00e3o s\u00e3o ideais para estudar comportamentos sociais e de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, o desenvolvimento de um modelo animal de TEA para o estudo da comunica\u00e7\u00e3o vocal \u00e9 de grande import\u00e2ncia para compreender melhor os defeitos relacionados \u00e0 linguagem observados nesses transtornos. P\u00e1ssaros canoros s\u00e3o atualmente o melhor modelo animal para estudar a comunica\u00e7\u00e3o vocal. O aprendizado do canto nesses animais e a aquisi\u00e7\u00e3o da fala em humanos compartilham v\u00e1rias caracter\u00edsticas, incluindo um per\u00edodo cr\u00edtico para o aprendizado, necessidade de audi\u00e7\u00e3o intacta, uma predisposi\u00e7\u00e3o inata para aprender as vocaliza\u00e7\u00f5es da pr\u00f3pria esp\u00e9cie e o aprendizado que depende de conting\u00eancias sociais. Embora seja um excelente modelo de aprendizado vocal, o potencial das aves canoras para modelar dist\u00farbios que afetam o desenvolvimento vocal n\u00e3o foi totalmente explorado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Finalistas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tr\u00eas outros estudantes foram finalistas do eCICT 2020, mas na categoria<em>&nbsp;Trabalho Destaque<\/em>. S\u00e3o eles: Ta\u00edla Maciel de Alencar Fialho, do Laborat\u00f3rio de<a href=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/pesquisa\/grupos\/6?null\">&nbsp;Plasticidade de Circuitos Neurais<\/a>,&nbsp;coordenado por Rodrigo Neves Romcy-Pereira, Martony Guerra Borges de Souza e Luana Adalice Borges de Araujo Lima, estes do Laborat\u00f3rio de<a href=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/pesquisa\/grupos\/15?null\">&nbsp;Endocrinologia Comportamental<\/a>,&nbsp;coordenado pela m\u00e9dica Maria Bernardete Cordeiro de Sousa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ta\u00edla Maciel de Alencar Fialho \u00e9 discente do 10\u00ba per\u00edodo do curso de Biomedicina da UFRN e, desde 2018, faz parte do Laborat\u00f3rio de Plasticidade em Circuitos Neurais como aluna de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, onde ajuda na pesquisa com autismo. Um dos principais sintomas desse transtorno \u00e9 a presen\u00e7a de falhas na comunica\u00e7\u00e3o, que aparecem j\u00e1 nos primeiros anos de vida do indiv\u00edduo. Dessa forma, o estudo espera encontrar altera\u00e7\u00f5es nos padr\u00f5es de vocaliza\u00e7\u00e3o de ratos modelo de autismo que possam estar correlacionadas com d\u00e9ficits comportamentais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Laborat\u00f3rio registra as vocaliza\u00e7\u00f5es ultrass\u00f4nicas (USVs) \u2013 ondas sonoras na faixa de frequ\u00eancia que n\u00e3o \u00e9 percept\u00edvel por seres humanos \u2013 desses animais com o intuito de analisar os marcos do desenvolvimento dessas emiss\u00f5es. As vocaliza\u00e7\u00f5es induzidas por isolamento t\u00eam papel ecol\u00f3gico de estimular a aten\u00e7\u00e3o materna, uma vez que a prole necessita ter o cuidado da m\u00e3e para sobreviver. Dessa forma, a partir do nascimento, os animais j\u00e1 come\u00e7am a vocalizar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir do estudo de altera\u00e7\u00f5es no padr\u00e3o de vocaliza\u00e7\u00e3o de ratos neonatos modelo de autismo, \u00e9 poss\u00edvel ter uma compreens\u00e3o acerca de altera\u00e7\u00f5es em regi\u00f5es do c\u00e9rebro que est\u00e3o envolvidas com a comunica\u00e7\u00e3o e como essas altera\u00e7\u00f5es est\u00e3o relacionadas ao autismo em humanos. Al\u00e9m disso, esse modelo pode ser uma importante ferramenta para o desenvolvimento de terapias que sejam capazes de melhorar os d\u00e9ficits comportamentais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Graduanda em Biomedicina pela UFRN, Luana Adalice Borges de Araujo integra pesquisa de doutorado da fisioterapeuta Rafaela Faustino, no Laborat\u00f3rio de<a href=\"https:\/\/neuro.ufrn.br\/pesquisa\/grupos\/15?null\">&nbsp;Endocrinologia Comportamental<\/a>. Esse trabalho busca corroborar evid\u00eancias de que os Horm\u00f4nios Sexuais Femininos (HSFs) exercem efeitos sobre \u00e1reas do c\u00e9rebro, especialmente o c\u00f3rtex cerebral (camada mais externa do c\u00e9rebro), durante a pr\u00e1tica de atividades relacionadas ao planejamento e execu\u00e7\u00e3o do movimento. Busca, ainda, evid\u00eancias das implica\u00e7\u00f5es dos HSFs sobre o comportamento. Uma das atividades motoras exploradas nesse estudo \u00e9 o Teste de Reconhecimento da Lateralidade Manual (TRLM). Os resultados apresentados no eCICT referem-se ao desempenho comportamental nesse teste em diferentes fases do ciclo menstrual de mulheres jovens, de 18 a 30 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo deste estudo foi verificar se o desempenho no TRLM se modifica em fun\u00e7\u00e3o das diferentes fases do ciclo menstrual, de modo a indicar se os HSFs influenciam a Imag\u00e9tica Motora Egoc\u00eantrica, ensaio mental considerado uma etapa do processo cognitivo motor. Como a fase folicular do ciclo menstrual (fase com o maior n\u00edvel de estr\u00f3genos) tem sido associada na literatura com maior desempenho motor em testes de coordena\u00e7\u00e3o e destreza manual, quando comparado a duas outras fases do ciclo menstrual, menstrual (com baixos n\u00edveis hormonais) e luteal (com altos n\u00edveis de progesterona), esperava-se que a pr\u00e1tica de imag\u00e9tica motora egoc\u00eantrica tamb\u00e9m fosse facilitada na fase folicular do ciclo menstrual<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Martony Guerra Borges de Souza \u00e9 tamb\u00e9m estudante de Biomedicina na UFRN. Ele colabora com o Laborat\u00f3rio de Endocrinologia Comportamental com foco em Sistema nervoso aut\u00f4nomo, variabilidade da frequ\u00eancia card\u00edaca e horm\u00f4nios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudante Abra\u00e3o Lucas Pereira de Andrade, do Laborat\u00f3rio de Neurogen\u00e9tica do Instituto do C\u00e9rebro (ICe\/UFRN), foi um dos vencedores do Pr\u00eamio Destaque de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (eCICT) promovido pela Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa (Propesq\/UFRN), na categoria V\u00eddeo Destaque de Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica. 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