{"id":2073,"date":"2020-08-26T18:05:10","date_gmt":"2020-08-26T21:05:10","guid":{"rendered":"http:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/?p=2073"},"modified":"2020-08-26T18:12:14","modified_gmt":"2020-08-26T21:12:14","slug":"projeto-de-capoeira-incentiva-plantacao-de-cabaca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/2020\/08\/26\/projeto-de-capoeira-incentiva-plantacao-de-cabaca\/","title":{"rendered":"Projeto de capoeira incentiva planta\u00e7\u00e3o de caba\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Confeccionar seu pr\u00f3prio\nberimbau \u00e9 uma das primeiras tarefas dos estudantes envolvidos no projeto de\nextens\u00e3o <em>Capoeira do Brasil<\/em>, vinculado\nao Instituto do C\u00e9rebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte\n(ICe\/UFRN) com apoio de outras unidades. Para isso, eles precisam lidar com um\nfruto muito tradicional na hist\u00f3ria do Nordeste, a caba\u00e7a (<em>Lagenaria e Cucurbita<\/em>), tamb\u00e9m chamadas de porongo ou biriba, que,\ncomo todo fruto, tem a possibilidade de ser cultivada. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No primeiro encontro sobre a fabrica\u00e7\u00e3o do instrumento s\u00edmbolo da capoeira, algumas caba\u00e7as levadas pelos estudantes estavam intactas e cheias de sementes. A d\u00favida do que fazer com elas foi solucionada quando o professor Patrick Coquerel, do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica (DEF\/UFRN), sugeriu um plantio para se produzir novas porongas e vergas, baseado no Dossi\u00ea da Capoeira do Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/wp.info.ufrn.br\/admin\/portal-ufrn\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/08\/Capoeira-1024x768.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption>Grupo Capoeira do Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A proposta foi colocada\nem pr\u00e1tica em parceria com os departamentos de Sa\u00fade Coletiva (DSC) e Nutri\u00e7\u00e3o\n(Dnut) da UFRN, dentro do Laborat\u00f3rio Horta Comunit\u00e1ria Nutrir. As primeiras\ngermina\u00e7\u00f5es foram acompanhadas entre os meses de agosto e novembro de 2019, mas\nas mudas que vingaram precisavam de outro destino, considerando que a cabaceira\n(<em>Crescentia cujete<\/em>) tem ramos longos\ne pode alcan\u00e7ar at\u00e9 12 metros de altura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s v\u00e1rias an\u00e1lises do\ngrupo, foram apontadas tr\u00eas solu\u00e7\u00f5es. A primeira foi que uma das tr\u00eas partes\ndas mudas seria distribu\u00edda aos participantes do <em>Dia da Consci\u00eancia Negra e Jogos Afros<\/em>, a\u00e7\u00e3o integrada de extens\u00e3o\nplanejada e realizada por estudantes dos componentes curriculares <em>Capoeira e Metodologia do Jogo<\/em> durante o\nsegundo semestre de 2019. Esse evento aconteceu no dia 20 de novembro do ano passado,\nem alus\u00e3o a data simb\u00f3lica da morte de Zumbi dos Palmares, com a presen\u00e7a\nmassiva da comunidade externa de capoeiristas da grande Natal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outras mudas foram doadas para a Escola de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica Estadual Zila Mamede, localizada na Zona Norte de Natal. Nela, realizou-se uma parte da a\u00e7\u00e3o de extens\u00e3o do evento <em>Dia da Consci\u00eancia Negra e Jogos Afros<\/em>. Neste local, houve, inclusive, uma parceria com estudantes do curso de Hist\u00f3ria da UFRN que atuam com estudos sobre mem\u00f3ria e patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, configurando uma a\u00e7\u00e3o interdisciplinar e transdisciplinar em torno da capoeira.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/wp.info.ufrn.br\/admin\/portal-ufrn\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/08\/capoeira2.png\" alt=\"\"\/><figcaption>Horto da UFRN<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A terceira parte das\nmudas e sementes foram cultivadas junto ao Horto da UFRN, da Superintend\u00eancia\nde Infraestrutura (Sinfra\/UFRN), sob os cuidados do bi\u00f3logo Bruno Rafael Morais\nde Mac\u00eado. Os processos de semeadura, germina\u00e7\u00e3o, cuidado e plantio se deram a\npartir de dezembro de 2019 e a primeira colheita de porongos ocorreu no m\u00eas de\nagosto deste ano. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O servidor Ivis Pereira, da Sinfra, que ajudou no trabalho, disse estar feliz com o resultado da experi\u00eancia com a planta e seus frutos. Ele demonstrou surpresa ao saber que caba\u00e7a ainda verde pode ser comest\u00edvel e usada no preparo de saladas ricas em fibras.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/wp.info.ufrn.br\/admin\/portal-ufrn\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/08\/capoeira3-1.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption> Ivis Pereira, servidor da Superintend\u00eancia de Infraestrutura<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o do professor Coquerel\ncom seus sete estudantes de capoeira, Leonardo Cabral Afonso Ferreira, Kerson\nFelipe Figueiredo Silva, Ronaldo Teodosio de Oliveira Alves, Bruno Cesar de\nOliveira Araujo, Afonso Iago Lima Teixeira, Davi Franca Guedes da Silva, \u00cdtalo\nJos\u00e9 Silva Santos e Leonardo Paiva Silva, ampliou a a\u00e7\u00e3o de extens\u00e3o para uma\natividade ecol\u00f3gica. Hoje, as plantas seguem crescendo e dando frutos entre o Horto\ne o novo pr\u00e9dio do ICe, localizado no campus central da UFRN. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Coordenado pelo\nneurocientista Sidarta Ribeiro, vice-diretor do ICe, juntamente com docentes do\nInstituto Internacional de F\u00edsica (IIF), Escola de M\u00fasica (EMUFRN) e\nDepartamento de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica (DEF), o projeto de extens\u00e3o <em>Capoeira do Brasil<\/em> tem, entre seus objetivos,\na fun\u00e7\u00e3o de contribuir para o desenvolvimento da cultura corporal da capoeira\nno Rio Grande do Norte, enquanto manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica e expressiva da cultura\npopular brasileira, fortalecendo movimentos como a Roda de Capoeira, Puxada de\nRede, Samba de Roda e Maculel\u00ea.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confeccionar seu pr\u00f3prio berimbau \u00e9 uma das primeiras tarefas dos estudantes envolvidos no projeto de extens\u00e3o Capoeira do Brasil, vinculado ao Instituto do C\u00e9rebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ICe\/UFRN) com apoio de outras unidades. 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