{"id":185,"date":"2016-04-23T00:00:00","date_gmt":"2016-04-23T03:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2018-10-05T14:15:54","modified_gmt":"2018-10-05T17:15:54","slug":"cientistas-da-ufrn-descobrem-genes-associados-ao-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuro.ufrn.br\/blog\/index.php\/2016\/04\/23\/cientistas-da-ufrn-descobrem-genes-associados-ao-cancer\/","title":{"rendered":"Cientistas da UFRN descobrem genes associados ao c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) participaram do estudo, publicado na revista Nature Communications, que mapeou quais genes s\u00e3o inibidores da forma\u00e7\u00e3o e do desenvolvimento dos c\u00e2nceres de ov\u00e1rio, do colorretal e da leucemia aguda mieloide. A descoberta est\u00e1 ligada aos supressores de instabilidade do genoma, respons\u00e1veis por manter o equil\u00edbrio, ou seja, de diminuir a taxa de muta\u00e7\u00f5es nas c\u00e9lulas e o surgimento de doen\u00e7as, entre elas os tumores.<\/p>\n<p>Os professores do Instituto do C\u00e9rebro (ICe), Sandro Jos\u00e9 de Souza, do Instituto Metr\u00f3pole Digital (IMD), Jorge Estefano Santana de Souza, e o aluno de doutorado do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Bioinform\u00e1tica, Andr\u00e9 Fonseca, juntamente com especialistas da Universidade da Calif\u00f3rnia (EUA), utilizaram t\u00e9cnicas da Gen\u00e9tica, para definir quais genes s\u00e3o supressores da instabilidade no modelo de levedura (fungos utilizados na fermenta\u00e7\u00e3o de p\u00e3es e da cerveja), e da Bioinform\u00e1tica, que permitiu estudar esses genes em diferentes tipos de tumores humanos.<\/p>\n<p>O docente Sandro Jos\u00e9 de Souza explica que os supressores ou inibidores s\u00e3o prote\u00ednas codificadas pelos genes capazes de corrigir muta\u00e7\u00f5es no genoma. Por\u00e9m, quando n\u00e3o funcionam, tais muta\u00e7\u00f5es no DNA podem causar doen\u00e7as, inclusive o c\u00e2ncer. Partindo desse princ\u00edpio, observou-se como ocorria a supress\u00e3o da muta\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica das leveduras. Nessa etapa, foram identificados 182 genes de inibidores de altera\u00e7\u00f5es, desse total 98 n\u00e3o tinham sido descritos antes. Esse resultado disponibilizou a mais completa lista de genes de manuten\u00e7\u00e3o da estabilidade gen\u00f4mica em leveduras, at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>O grupo tamb\u00e9m identificou mais de 400 genes anteriormente desconhecidos que cooperam com o equil\u00edbrio do DNA e s\u00f3 afetam o genoma quando combinado com outras muta\u00e7\u00f5es, o que destaca a complexidade da rede gen\u00e9tica para manter a integridade das c\u00e9lulas normais.<\/p>\n<p>Em seguida, a equipe partiu para a compara\u00e7\u00e3o entre os genes propiciadores de estabilidade das leveduras (\u201cprimos\u201d distantes do homem) e dos seres humanos, por meio do Atlas do Genoma do C\u00e2ncer &#8211; compila\u00e7\u00e3o de dados gen\u00f4micos de milhares de pacientes com c\u00e2ncer. As informa\u00e7\u00f5es foram cruzadas, completando a lista de informa\u00e7\u00f5es com genes humanos que n\u00e3o s\u00e3o encontrados em leveduras, mas que participam das mesmas vias e complexos de prote\u00edna que os genes de levedura de supress\u00e3o de varia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nessa fase, os c\u00e2nceres de ov\u00e1rio, do colorretal e a leucemia mieloide aguda foram selecionados para o rastreio. Conforme o professor Jorge Estefano Santana de Souza, \u201ca leucemia serviu como controle, pois sabe-se que nas muta\u00e7\u00f5es os supressores de instabilidade n\u00e3o t\u00eam um papel muito importante no desenvolvimento da doen\u00e7a. J\u00e1 o contr\u00e1rio ocorre com os outros tipos de tumor estudados\u201d, esclarece.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, descobriram que 93% dos c\u00e2nceres de ov\u00e1rio e 66% do colorretal tinham defeitos gen\u00e9ticos que afetam um ou mais genes que preservam a estabilidade, enquanto a leucemia mieloide aguda n\u00e3o pareceu ter defeitos envolvendo esses tipos de genes.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Sandro Jos\u00e9 de Souza, o estudo veio contribuir com o \u201cdesenvolvimento de terapias cujos alvos seriam os supressores de instabilidade. Qualquer agente terap\u00eautico que tenha como alvo o restabelecimento da fun\u00e7\u00e3o de um supressor teria um impacto na cl\u00ednica\u201d, vislumbra.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo \u00e9 estudar o mesmo grupo de genes em cerca de 15 outros tipos de c\u00e2ncer. Al\u00e9m dos pesquisadores da UFRN, Sandro Jos\u00e9 de Souza, Jorge Estefano Santana de Souza e Andr\u00e9 Fonseca, a descoberta contou com as participa\u00e7\u00f5es de cientistas da Universidade da Calif\u00f3rnia, que s\u00e3o Christopher D. Putmam, Anjara Srivatsan, Rahul V. Nene, Sandra L. Martinez, Sarah P. Clotfelter, Sara N. Bell, Steve B. Somach e Richard D. Kolodner.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) participaram do estudo, publicado na revista Nature Communications, que mapeou quais genes s\u00e3o inibidores da forma\u00e7\u00e3o e do desenvolvimento dos c\u00e2nceres de ov\u00e1rio, do colorretal e da leucemia aguda mieloide. 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