ICe vence Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional

Data da publicação:24/11/2017 00:00:00 BRT

O projeto “Internacionalização e Regionalização da Ciência no Instituto do Cérebro da UFRN”, submetido pelos neurocientistas Sidarta Ribeiro e Kerstin Erika Schmidt, diretor e vice-diretora do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ICe-UFRN), venceu o Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional, na categoria “Práticas exitosas de produção e gestão institucional”. O dinheiro do prêmio será utilizado para a criação de um fundo de pesquisa voltado para o financiamento de projetos de desenvolvimento e inovação.

Sidarta Ribeiro, Diretor do Instituto do Cérebro/UFRN.



Promovido pelo Ministério da Integração Nacional, o Prêmio Celso Furtado tem como objetivo impulsionar a elaboração e a execução de projetos e estudos que estimulem o crescimento de municípios e de regiões, levando em conta as potencialidades e a realidade local. Neste ano, a iniciativa homenageou o geógrafo brasileiro Milton Santos, considerado como o maior pensador da história da Geografia no Brasil e um dos maiores do mundo.

O destaque para o projeto foi o avanço científico promovido pelo Instituto do Cérebro no País, há seis anos, por meio de sua capacidade de inovar, produzir ciência de qualidade, repatriar cientistas, formar estudantes e novos pesquisadores.

Kerstin Schmidt, Vice-diretora do Instituto do Cérebro.



A estrutura do ICe-UFRN abriga atualmente 13 laboratórios, cinco biotérios e conta com uma equipe de 43 servidores, incluindo 17 professores/pesquisadores do Brasil, Alemanha, Argentina e Suécia, com formação e experiência em importantes centros na Europa e Estados Unidos. O sucesso do Instituto, segundo Sidarta, se evidencia em sua produtividade científica, uma vez que, desde 2011, foram publicados 261 trabalhos. “Possuímos hoje uma massa crítica de neurocientistas capaz de produzir pesquisa científica competitiva internacionalmente”, enfatizou.

Seu corpo discente conta com 63 estudantes de várias partes do Brasil e do mundo. São 20 na iniciação científica e 43 em níveis de mestrado, doutorado e pós-doutorado, vinculados ao programa de Pós-Graduação em Neurociências do ICe e outros programas da UFRN. O Instituto atua em três grandes linhas de pesquisa: Neurobiologia de Sistemas e Cognição; Neurobiologia Celular e Molecular; e Neurocomputacão, Neuroengenharia e Neuroterapia.

A instituição é responsável ainda pela implantação e manutenção de um eixo de ensino, em nível de graduação em Neurociências, na Escola de Ciência e Tecnologia da UFRN, que lhe permite atuar na formação de cerca de 250 alunos de graduação por ano. Os diversos projetos de extensão, desenvolvidos em cunho científico, cultural e esportivo, atendem crianças, adolescentes e adultos de toda a comunidade interessada. Entre os anos de 2011 e 2017, estas ações alcançaram um público estimado em 18 mil pessoas.

É justamente esta capacidade de internacionalização, sem tirar o pé da atuação em âmbito regional, com fortalecimento da ciência brasileira/potiguar, que colocou o ICe-UFRN em destaque. A proposta atendeu as expectativas do Prêmio Nacional, por reforçar a valorização dos recursos e as especificidades culturais, sociais, econômicas e ambientais das localidades, criando condições reais para redução das desigualdades regional e global com a produção de conhecimento.

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